Eu vi por este
caminho passarem os mais diversos tipos de líderes, os militares, os
religiosos, os políticos ora apresentando-se como reis, presidentes, ditadores,
déspotas esclarecidos, entre outros, sempre advogando o poder em nome de deuses
ou de povos e principalmente justificando-o em nome do bem comum e do
enfrentamento de inimigos poderosos.
Criamos nações, criamos identidade para
estas nações e principalmente inventamos objetivos particulares para essas
mesmas nações que justificavam o enfrentamento com outras nações de metas
também particularizadas, assim crescia nosso poder no constante enfrentamento
cujo objetivo era apenas sobrepor nossa verdade sobre a do outro.
Até hoje
continuamos com esse nosso brinquedo, sempre tivemos a nação hegemônica e as
nações desejosas a candidatarem-se a o serem, os impérios com o nome que o quisermos
dar, sempre trataram de classificar a sociedade em castas para subjugar o povo
em currais filosóficos de subordinação.
Hoje a estrutura
de organização social aliada ao avanço geométrico da tecnologia criou
estruturas intelectuais de poder muito mais fortes do que os eventuais nomes
que as exercem, por trás da pessoa, imagem descartável facilmente substituível,
o exercício do domínio mantém-se intacto pela ética e pela moral que o definem,
acontecem hoje estes jogos de disputa entre o poder e a resistência em todos os
níveis da sociedade, em todas as relações entre pessoas, bem como entre
organizações.
Identifico em grandes pensadores como
Rousseau e Nietzsche a figura dos seus heróis sempre definidos como solitários
caracterizados por vontade individual de justiça, que seria o bem primeiro do indivíduo,
assim descartados da carga genética de conhecimento poderiam conviver com seus
iguais sem exercer o poder e elevando o homem à transcendência.
A palavra-chave continua
sendo Educação, mas com o conceito de libertar o homem da civilização, criar o
ambiente ideal para que ele desenvolva suas potencialidades naturais de crítica
e participação social com a inata noção de justiça evitando assim esta absurda
dualidade de bem e de mal que está por trás da relação poder versus
resistência.
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