Por onde passo eu
percebo um generalizado frêmito de indignação, e o tema é a violência, nos
bares, nas redes sociais, nas conversas de ônibus, em todos os lugares ouço
comentarem e o foco é sempre no governo, nos seus mecanismos de segurança e na
ineficiência judiciária com leis ditas frouxas votadas pelo legislativo, quando
não consideradas favoráveis aos violentos, assim acusa a opinião pública.
Bom meus amigos
não vou discutir com vocês a continuada incompetência de nossos governos, o são
independente das suas cores, governos de poucas luzes, sempre mais preocupados
com o manter-se como elite política e ajoelharem-se frente aos poderes
econômicos, do que dedicarem-se a resolver os inúmeros e persistentes problemas
que a sociedade brasileira enfrenta e quando falo em governo estou falando dos
três poderes que bem se compensam em tirar o melhor proveito em benefício
próprio.
Estamos nos
acostumando a delegar para quem de antemão já sabemos não vai assumir nossos
problemas, com a violência não é diferente, transformamos todos os espaços que
encontramos em muros de lamentação e não nos posicionamos individualmente para
enfrentá-la também não somos solidários nesta batalha, viramos as costas,
olhamos de longe, transferimos para terceiros, em síntese, nos omitimos.
Na parada de
ônibus, por volta de dez horas da noite, um cara de meia-idade, talvez um pouco
bêbado sendo inconveniente em relação às duas moças ali presentes, elas
tentaram parecer indiferentes, depois se moveram para outro ponto da parada,
muita gente em volta, constrangimento, disfarce de cegueira, fuga de
complicação, era tão simples a atitude de com respeito mostrar ao chato que o
mesmo estava exercendo uma violência, ou acreditamos que as mulheres não
estavam se sentindo agredidas, resultado não fizemos nada e a violência venceu
e assim ajudamos no seu crescimento , encorpando-se para se manifestar mais
forte em outra oportunidade.
Cristo colocou os
pacíficos no céu, pacíficos não os covardes, pacíficos não os omissos, ser pacífico
não é submeter-se aos exercícios de força de quem quer que seja e sim é não ser
o gerador de violência, como Mahatma Gandhi, Martim Luther King, que não tinham
medo ao contrário enfrentavam permanentemente a violência e a venceram.
Uma mulher
caminhando, aproximam-se dois caras, umas quatro pessoas estão próximas, impossível
não perceber o roubo iminente do seu celular, da corrente do seu pescoço,
talvez os quatro aproximando-se um pouco estariam inibindo o assalto, mas
diminuem o passo mudam o caminho e dão segurança aos bandidos para o ato, pois
na opinião dos quatro isso é questão de polícia.
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