sexta-feira, 26 de junho de 2015

O Jogo da antropofagia - Teologia

     Acompanhou-me por toda a vida os benefícios obtidos, que não são poucos, por minha formação em ambiente religioso, seu principal reflexo uma posição crítica sobre o contexto no qual se inserem a questão fé, a questão instituição religiosa, a questão pessoas e seus deuses, a questão do ser inteiro.

     Terceira fase do jogo autoridade da fé, os resultados eram medidos por seu nível de sujeição a dogmas concebidos para tirar benefício do medo da morte, regra interferir na vida dos outros alimentando conceito de bem e mal com objetivo de exercer o poder.

     Quando colocamos em cheque a estrutura autoritária da pastoral da juventude diretamente ligada à hierarquia da igreja que ao invés de fornecer consultores preferia fornecer um dono, a crise gerou um recuo estratégico, afastar o padre nomeado como responsável via uma ida à Europa em curso de especialização, aguardar o esfriamento do movimento, disfarçar a derrota, ganhar um tempo, e planejar o retorno para quando fosse mais conveniente, isto é, possível retomar o controle.

     Como conviver em harmonia centros de formação de homens livres, incentivados por núcleos esclarecidos dentro da organização, com a estrutura formalizada que digladiava por manter-se como controladora de milhares de fiéis, enquanto a primeira fomentava o interesse no homem e em sua libertação a segunda buscava manter poder sobre o homem.

     A história está repleta de guerras geradas em nome da fé, quantos homens morreram nessas batalhas, mais triste ainda é a quantidade que abriu mão da vontade de viver em troca do consolo de um hipotético lugar de imortais, lembrem-se de que quando a Igreja não foi o poder foi a conselheira deste e ainda hoje se cometem as maiores atrocidades em nome de Deus.

     A teologia a serviço de uma organização, sustentada por esta, não encontra outra justificativa que não seja aprimorar o uso do ás na manga, o medo da morte, com objetivos que não são a justiça e a liberdade do homem e sim a diminuição deste pela submissão aos autodenominados representantes do criador.  

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