Acompanhou-me por
toda a vida os benefícios obtidos, que não são poucos, por minha formação em
ambiente religioso, seu principal reflexo uma posição crítica sobre o contexto
no qual se inserem a questão fé, a questão instituição religiosa, a questão
pessoas e seus deuses, a questão do ser inteiro.
Terceira fase do
jogo autoridade da fé, os resultados eram medidos por seu nível de sujeição a
dogmas concebidos para tirar benefício do medo da morte, regra interferir na
vida dos outros alimentando conceito de bem e mal com objetivo de exercer o
poder.
Quando colocamos
em cheque a estrutura autoritária da pastoral da juventude diretamente ligada à
hierarquia da igreja que ao invés de fornecer consultores preferia fornecer um
dono, a crise gerou um recuo estratégico, afastar o padre nomeado como
responsável via uma ida à Europa em curso de especialização, aguardar o
esfriamento do movimento, disfarçar a derrota, ganhar um tempo, e planejar o
retorno para quando fosse mais conveniente, isto é, possível retomar o controle.
Como conviver em
harmonia centros de formação de homens livres, incentivados por núcleos
esclarecidos dentro da organização, com a estrutura formalizada que digladiava
por manter-se como controladora de milhares de fiéis, enquanto a primeira
fomentava o interesse no homem e em sua libertação a segunda buscava manter
poder sobre o homem.
A história está
repleta de guerras geradas em nome da fé, quantos homens morreram nessas
batalhas, mais triste ainda é a quantidade que abriu mão da vontade de viver em
troca do consolo de um hipotético lugar de imortais, lembrem-se de que quando a
Igreja não foi o poder foi a conselheira deste e ainda hoje se cometem as
maiores atrocidades em nome de Deus.
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