Você que agora lê
esta postagem pode pensar este cara é o que filosoficamente chamamos de
anarquista, apesar das minhas simpatias pelos nossos amigos o alemão Max
Stirner, o francês Pierre-Joseph Proudhon, e os dois russos Michael Bakunin e
Peter Kropotkin, pensadores que são considerados os pais do movimento por
colocarem no papel o pensar dos trabalhadores da época, confesso não pertenço a
correntes filosóficas e sim tenho muitas afinidades com suas ideias.
Estou mais
sintonizado com a ideia de quebrar a capacidade que geramos de aprimorar a
submissão, diminuindo a grandeza do homem, que chamamos de civilização e teria
gostado se na primeira encruzilhada a opção tomada pelos nossos antepassados
tivesse trilhado outro caminho, não é por acaso que vemos as palavras hoje
serem mais importantes do que as pessoas como denuncia Rousseau e a negação da
vida fruto do pensamento teológico e filosófico como afirma Nietzsche.
Na questão da
linguagem encontro o fim da manifestação livre e direta, tudo o que digo sempre
é composto de uma rede de intenções e objetivos, ou seja, estou mais preocupado
com o efeito que pretendo obter do que com a manifestação propriamente dita, e
não pense que como ouvinte é diferente, interpreto frase a frase como
contrapartida aos meus preconceitos, escolho a versão mais adequada a minha
necessidade do momento, resultado não há comunicação e sim um artifício, um
jogo.
Na questão da
vida, já consegui enganar-me adiando o presente em nome de objetivos futuros,
como se fosse salutar abrir mão de viver hoje em nome de outra vida, depois percebendo
que era um jogo comigo mesmo, viciado através de conhecimentos implantados em
mim por anos e anos de civilização, nesse jogo o perdedor e ganhador se confundem o resultado tende a ser sempre o mesmo a
provável obtenção de depressão, angústia e violência.
O incansável
olhar o outro para balizar meus atos, não atende ao princípio mínimo que é
viver o homem justo consigo mesmo, então insisto na volta à pré-história por
seu único caminho possível, descascar as camadas de conceitos de outrem
impingidos desde aquela época até hoje e criar em mim o homem novo, o que gostaria
fosse possível acontecer para cada um dos participantes da grande comunidade
dos seres humanos, esses homens novos certamente não necessitariam de nações e
seus governos a gerenciar suas relações.
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