segunda-feira, 1 de junho de 2015

A Arte de Moldar Pessoas

     Pode-se falar sempre no presente, independente da década a qual quisermos nos referir nesta curta história que denominamos civilização, os mecanismos de modelar seres humanos são os mesmos apenas acompanhados de mais ou menos tecnologia, o grave neste quadro é a alta prioridade destinada a esse trabalho e a enorme quantidade de esforço Humano dedicado nessa direção, por certo sempre ter sido assim em nada nos absolve.   

     O esforço global dirigido para colocarmos um molde padrão para as pessoas é um verdadeiro vale tudo, desde o seu nascimento inundamos de histórias falsas o Homem, o objetivo é estabelecer conceitos que o acompanhe em toda a sua vida e nos dê o resultado esperado: a falsa impressão de liberdade.

     Sem desconsiderar o valor literário o que não colocamos em discussão, podemos tomando um exemplo analisar a fábula da cigarra e da formiga como ameaça à criança, caso não se enquadre ao esquema de trabalhar e juntar o desejado pelo status quo, ela estará condenada à morte por frio e fome, não nos faltou esperteza e falsidade para impingirmos uma ideia em alguém que esteja em fase de crescimento, está claro que uma criança só vê cigarras em poucos dias quentes de verão o que legitima no seu eu interior a história, já as formigas ela as enxerga todos os dias, nós o sabemos a cigarra preguiçosa que só quer cantar em vez de ficar enchendo os porões de comida não existe, ela apenas tem um mês nos meses quentes para procriar, e daí vem o seu canto destinado a encantar os parceiros, e nesse período vencer os predadores, garantir a propagação da espécie e morrer. 

     Assim criamos muitas fábulas, todas falseando a realidade e impingindo posições a serem tomadas pelo adulto no amanhã, não podemos esquecer também que nossa história sempre foi escrita pelos vencedores, em outras palavras não tem porque corresponder aos fatos reais e sim aos fatos por nós desejados, tanto assim o é que à medida que os tempos avançam seu estudo vai sendo modificado com o intuito de a adaptarmos aos novos tempos.


     Nossas estruturas educacionais ainda são antigas apoiam-se no conhecer o revelado por outrem e não no descobrir novas perguntas e suas consequentes novas respostas, algo tem que se buscar no sentido de inutilizar o conceito de molde e assim valorizar a liberdade real e não a propagada que é atrelada a responder a conceitos pré-definidos.       

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