Pode-se falar
sempre no presente, independente da década a qual quisermos nos referir nesta
curta história que denominamos civilização, os mecanismos de modelar seres
humanos são os mesmos apenas acompanhados de mais ou menos tecnologia, o grave neste
quadro é a alta prioridade destinada a esse trabalho e a enorme quantidade de
esforço Humano dedicado nessa direção, por certo sempre ter sido assim em nada
nos absolve.
O esforço global
dirigido para colocarmos um molde padrão para as pessoas é um verdadeiro vale
tudo, desde o seu nascimento inundamos de histórias falsas o Homem, o objetivo
é estabelecer conceitos que o acompanhe em toda a sua vida e nos dê o resultado
esperado: a falsa impressão de liberdade.
Sem desconsiderar
o valor literário o que não colocamos em discussão, podemos tomando um exemplo analisar
a fábula da cigarra e da formiga como ameaça à criança, caso não se enquadre ao
esquema de trabalhar e juntar o desejado pelo status quo, ela estará condenada à
morte por frio e fome, não nos faltou esperteza e falsidade para impingirmos
uma ideia em alguém que esteja em fase de crescimento, está claro que uma
criança só vê cigarras em poucos dias quentes de verão o que legitima no seu eu
interior a história, já as formigas ela as enxerga todos os dias, nós o sabemos
a cigarra preguiçosa que só quer cantar em vez de ficar enchendo os porões de
comida não existe, ela apenas tem um mês nos meses quentes para procriar, e daí
vem o seu canto destinado a encantar os parceiros, e nesse período vencer os
predadores, garantir a propagação da espécie e morrer.
Assim criamos
muitas fábulas, todas falseando a realidade e impingindo posições a serem
tomadas pelo adulto no amanhã, não podemos esquecer também que nossa história
sempre foi escrita pelos vencedores, em outras palavras não tem porque
corresponder aos fatos reais e sim aos fatos por nós desejados, tanto assim o é
que à medida que os tempos avançam seu estudo vai sendo modificado com o
intuito de a adaptarmos aos novos tempos.
Nossas estruturas
educacionais ainda são antigas apoiam-se no conhecer o revelado por outrem e
não no descobrir novas perguntas e suas consequentes novas respostas, algo tem
que se buscar no sentido de inutilizar o conceito de molde e assim valorizar a
liberdade real e não a propagada que é atrelada a responder a conceitos pré-definidos.
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