Não pretendo
entrar no debate político-ideológico nascido a partir da proposta do tema da prova
de redação do Enem, porém o momento me estimula a explanar alguns pensamentos
sobre a violência, já lhes adianto que por convicção acredito ser muito mais
ampla do que no geral o contempla o debate público, vivemos em uma sociedade
com viés definido de exclusão e dominação.
Quem recorda
algumas de minhas reflexões anteriores sabe que gosto sempre da análise dos
assuntos pelo lado amplo não restrito a casos particulares, gosto de propagar a
ideia de uma luta forte contra a violência em geral, podemos discutir casos
específicos como a violência contra a mulher, contra a criança, contra as diferentes
raças e muitos outros, apesar de entender e valorizar quem assim dedique seus
esforços, eu defendo a localização e denuncia de toda e qualquer violência.
Gosto de focar
sempre na questão da preparação do ser humano historicamente deficiente e
predadora para todos os sexos, muito mais o é para o feminino, quadro simples
uma família, que somada á escola, é a base da preparação para a convivência
social, os dois mecanismos claramente identificados com a opressão, essa
família é composta por crianças de diferentes sexos que não tenham duvida além
de oprimidas o serão diferentemente por causa do sexo.
Iniciamos pela
própria relação entre os adultos onde na maioria dos lares a mulher é submetida
a uma relação desigual tanto na parte de manutenção da casa como nas responsabilidades
com os filhos, isso quando não submetida á própria violência física e quase
sempre a violência moral de lhe tirarem a liberdade sobre seu corpo, à menina cresce
neste ambiente apreendendo a aceitar seu futuro papel.
Desde pequenos o
tratamento na maioria dos casos é desigual, onde a futura mulher é colocada em
uma cerceadora redoma, alega-se proteção, em verdade é a iniciação a submissão,
o rapaz é estimulado a sair à rua interagir com o mundo no aprendizado da
liberdade, embora esta seja muito restrita pelo jogo econômico-social do poder.
Ainda no desabrochar da sexualidade por
ocasião da convivência com outras crianças, se os adultos descobrem as brincadeiras
inevitáveis de descoberta do prazer, instala-se a repressão certamente mais
acentuada contra a menina, afirmo que na maioria dos casos a menina será
fortemente reprimida e na maioria das vezes o menino elogiado por seu padrão macho
de comportamento, não deixa de ser uma opressão a obrigação deste papel de
garanhão que ele deve carregar por toda a vida.
Apoio
decididamente as feministas na luta contra a insistência do poder estabelecido de
retirar da mulher o direito à posse do próprio corpo com leis ilegítimas sobre
aborto e comportamento social, o que se reproduz em quase todas as organizações
dais quais ela participe.
Daniel, além de ser da hora suas reflexões, achei bastante coerente com o que penso sobre essa relação de dominação do homem x mulher.
ResponderExcluirObrigado, minha preocupação é que ás vezes esquecemos do simples, é necessário um esforço para mantermos a resistência ao poder em todos os níveis, principalmente nas ocorrências do dia a dia que é onde podemos certamente transformar.
Excluir