domingo, 11 de outubro de 2015

Não há Limite para o Sonho!

     Acordado ou não o sonho é inevitável e ilimitado, não lhe é barreira o tempo, o espaço, muito menos o outro, seus limites são o infinito de nossa existência olhada de dentro para fora por nós mesmos, talvez seja o único local onde podemos olhar de frente a morte, dialogarmos com ela e a vencermos, posso me ver morto sabendo-me vivo.

     Quanto ao outro, claro está que nada pode contra meus sonhos, ou contra os seus, determino, ou determinamos, todos os parâmetros desta convivência sem chance de qualquer interferência, posso ser feliz, desastrado ou impotente a meu bel-prazer sem a menor manifestação de vontade de outrem, minha vitória ou derrota só eu as determino de acordo com o momento dos meus deuses internos e sua consequente projeção no meu estado de espírito.

     Se for do tempo que falo, olho-me no espelho e me vejo igual desde sempre e para sempre, os que me veem de fora se veem iludidos por uma forma e uma postura que em nada corresponde ao meu eterno e contínuo período interno, no qual os eventos reais se sucedem, e meus gestos, minhas falas, enfim minhas atitudes do ponto de vista deles não correspondem à realidade do meu ser são apenas ilusões vividas por eles nunca por mim.

     Se olho o espaço o sei infinito pelo simples fato de me ser permitido mesmo não saindo do lugar andar sempre em frente, mesmo nunca chegando desde sempre lá estar, vejo a mim mesmo esperando no lugar que sei que sempre meu será, pois posso e sou onipresente, todos os lugares me pertencem e me representam e assim o são para todos vocês.

     Se assim divago é por bem querer a vida, por saber que por mais que tentem, não poderão interferir nos meus propósitos, caso me perguntem qual a graça de uma vida assim já vivida? Minha resposta é sempre andamos sobre nossos passos e essa repetição é que nos leva em frente, este jogo de perguntas e respostas já é previamente resolvido e assim o é porque sempre encontro as perguntas partindo de respostas que de antemão sei.   

     Está aí o único direito que me reservo, ao qual não permito contestação, o direito de sonhar de olhos abertos ou fechados e dono de um mundo só meu construí-lo da maneira e do jeito particular desejado pela minha alma, e tal direito que me outorgo é universal logo um direito de todos e como tal a única realidade justa e verdadeira.


     Que assim seja, concluo essa reflexão de domingo chuvoso, desejando que nossos sonhos se encontrem na imensidão do tempo e do espaço e sejam felizes para sempre.  

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