Um dos temas que
sempre me agradou é a questão do processo de crescimento do homem e a revolução
interna permanente ao qual ele se submete por convivência com os seres vivos, independente
do tipo e da característica da relação, um caso particular que me parece muito
interessante é o que chamaria de dilema da aceitação, ao qual por sinal sempre
estamos expostos ao ingressarmos em um grupo pré-existente de seres humanos.
Não gostamos de
portas fechadas, buscamos entradas abertas para inserção social em um tipo de específico
de viver, ou em um conjunto organizado de ideias, ou em uma opção de lazer, ou que
seja em qualquer coisa, na maioria das vezes não procuramos pelo tema
propriamente dito e sim por necessidade de sermos aceitos em um ou vários
grupos sociais, o que ocorre tanto nos ambientes físicos como nos virtuais de
convivência, talvez até mais nestes últimos nos dias de hoje.
Os agrupamentos de
pessoas têm sempre um código interno, particulares são sua moral e ética
estabelecidas de maneira formal ou informal, sempre resulta em cumprir as
regras de parte do candidato a ser iniciado, se avançamos um pouco percebemos
que a necessidade de inserção social exige do indivíduo mudanças como salvo
conduto para a participação neste ou naquele time.
As mudanças podem
ser interiores ou apenas manifestações externas, independente do caso prático de
uma ou outra são traumáticas por igual, se internas pelo ruído permanente que os
conflitos íntimos causam no bem-estar pessoal, caso externas pelo estado de
vigilância continuada com intenção de evitar trair-se em frente a todos e
expor-se à rejeição.
Quando pensamos
em transformação pessoal sempre temos como motivação a nossa relação com o
mundo, porém temos diferentes maneiras de vivenciá-la sendo a mais inadequada a
da capitulação, isto é, me modifico por osmose de ideias de outros, aceitando
como verdade minha a que não me pertence e como tal fraudando a mim mesmo.
De fato estamos
sempre em transformação, ou seja, o problema não está no ato que é desejável e
sim no processo, quando mudamos precisamos da sintonia fina com nossos
mecanismos internos de ser e pensar, avançar na nossa construção pessoal é para
nós tarefa única e intransferível.
Nenhum comentário:
Postar um comentário