Lembro-me sempre daquela
cena de um dos filmes do grupo inglês Monty Python, em plena Roma antiga no
Coliseu, contemplando os gladiadores estavam vários pequenos grupos de esquerda
ocupados em discutir entre si, pequenas diferenças resultavam em
impossibilidade de convivência harmônica entre eles.
Essa é uma lição
antiga que ainda não apreendemos, continuamos a apresentar armas entre nós
mesmos, a lutar por prioridades de pautas que na maioria das vezes são sim importantes,
porém irrelevante é a discussão de sua ordem no plano das lutas sociais, em
muitas oportunidades o que vemos é a submissão à tentação da vaidade tão comum
por ocasião dos discursos, já lhes manifestei meu pensamento em outras
oportunidades para mim tudo passa pela questão da resistência ao poder.
As situações de
conflito ocorrem a cada instante na relação entre o homem e a mulher, por
exemplo, a questão do aborto é fundamental, pois devolve à mulher o direito ao
seu corpo e a sua integridade, na relação entre as diversas raças a descriminação
por características físicas é odiosa e em obsoluto inaceitável, no fato
econômico a má distribuição da renda, renda essa gerada por recursos onde todos
somos sócios por igual e teimosamente concentra-se nas mãos de poucos por clara
apropriação indevida, opções de modo de vida são desrespeitadas constantemente
como se possível fosse alguém determinar o comportamento pessoal de outro ser
humano.
Urge a tomada de
posição intransigente individual no varejo, no dia a dia, que seja o nosso
exemplo baluarte de evangelização para o acréscimo das pessoas justas momento a
momento, a cada situação de conflito sempre o posicionamento transparente de denúncia
do poder e anúncio do exercício da resistência devem ser vividos e se mostrarem
capazes de ser enxergados, provocando à reflexão de terceiros quanto à justiça
de seus procedimentos, ampliamos assim a nossa capacidade de pensar, bem como
também o fazem os que conosco cruzam caminhos.
Desde sempre não
me agrada o discurso voltado para o outro, me conforta a troca fraterna de
opiniões até como desafio continuado e crítico ao meu pensar, não acreditando
que o texto em si possa somar a alguém algum conteúdo, a não ser como um amadurecer
interno da obrigação de refletir funcionando como contraponto, por outro lado
entendo a influência poderosa que tem o observar das atitudes de outrem, o
quanto me alegra quando as percebo como justas e tanto que me ajudam a decidir-me por portar-me com mais justiça.
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