O que temos não é
uma frase solta, tampouco estamos desenhando e encadeando palavras, é em
verdade um conjunto de metas que pretendem nortear este momento pessoal, embora
possam ser também aderentes a outros espaços de tempo em minha vida, eventualmente
terem caracterizado desde sempre minha existência, hoje gostaria de facilmente
ser visto por esses sinais definidores e assim identificado por quem tivesse
vontade de fazê-lo, muito prezo a sensação de prazer do movimento, o gosto de
estar comigo mesmo e sempre ver os outros em seu lado talentoso.
A opção pelo
movimento que mostra o caminhante destacado no título, alimenta-se do prazer
enorme que sinto ao observar a panorâmica móvel de trezentos e sessenta graus de
meu entorno enquanto me desloco, visualizo os locais e suas pessoas seus seres
vivos suas coisas, todos sempre me trazendo quantidade e qualidade de recados
importantes tanto estéticos como intelectuais, me delicio com eles explorando em
mim as mais diversas sensações o que realça a importância dos sentidos, e
variadas ideias dando peso à importância do pensar, é no próprio movimento que me
dedico a construir textos, me dá prazer elaborá-los em pleno deslocamento, por
longo tempo fico ruminando-os até
encorajar-me a representá-los em escritos sendo que muitos, em outro momento, transformam-se em postagens neste blog.
Já o termo espremido
entre o primeiro e o último, solitário, é a própria preocupação com o existir,
não se explica não se justifica é apenas uma constatação por si mesmo, e se não
consigo torná-lo compreensível no mínimo o tenho muito presente na constância
com que o trabalho em mim, não me é muito importante se de fato o que sou é
real, talvez seja apenas imagem projetada de algum sonhador que por sua vez bem
poderia ser resultado de outro sonho sonhado, ser solitário é o tempo que tenho
para mim e o divido com o imaginário de outros que também tiveram seu tempo nos
livros, nos filmes e nas imagens que vejo.
Social, sim me
importa muito a leitura das pessoas e seus talentos que comigo cruzam, para elas
dirijo as atenções do meu olhar, do meu cheirar, do meu escutar, esses três
sentidos se destacam, pois os outros dois, o saborear e tatear, são
aproximações perigosas que o bom senso exige evitar e guardar para momentos
especiais, gosto de um bom dia solene e vigoroso seguido de algumas sentenças
funcionais o que sempre é uma espécie de proteção à aproximação exagerada,
busco evitar o receber e fazer confidências que nos arrastam para o envolvimento.
Conheço por
demais minhas fraquezas, manter os mecanismos de proteção é defender minha
saúde física e mental, sou presa fácil das redes que os encontros propiciam por
isso a distância premeditada, preciso muito cuidar do entender-me tenho muitas
coisas a explorar em mim e admito já perdi muito tempo distraindo-me com
relações onde além de não poder nada entregar de curtir-me
esquecia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário