Palavra clássica
esta, rabugento, sim define pessoa chata, ou ainda emburrada ou se quiserem
fora do contexto, percebo que seu significado aplica-se a mim junto a alguns
que me leem, são como sombras impressas nas paredes do espírito destes, gostam
da imagem original que eles compartilham e rejeitam o ecoar do mesmo pensamento
nas diferentes linhas por mim escritas, se falo sombra o digo pela imperfeição
da imagem que ela representa, repetindo-me apenas manifesto minha completa
inconformidade com este simulacro de democracia que é o atual totalitarismo de
consumo e não me sinto autorizado, apesar de justificar assim a qualificação, a
abandonar a resistência.
A origem conhecem
todos, assim como um pintor faz sua obra sobrepondo porções de tinta até se
expor por inteiro criando uma ficção, o ser humano racional que é, foi
depositando camada a camada as razões lógicas para justificação do poder,
sempre encontra um arrazoado de justificativas para a força e a coragem de
exercer domínio sobre outrem, ou seria fraqueza e covardia em se expor à convivência
em igualdade, nos sentimos capazes de definir o que é bom para o outro e assim nos
tornamos onipotentes, injustos e discriminadores.
Não que queira
ser o Joãozinho do passo certo, até por não crer que exista um bom caminho para
o outro, cada rota é individual adequada a tão somente um caminhante, o que a pensou,
o que a planejou, o que a escolheu, as diversas rotas se cruzam claro que sim e
como são boas essas intersecções, pois trazem o prazer que justifica plenamente
o construir-se de cada um, não basta buscar a liberdade é preciso se mostrar
como alguém que a busca.
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