Tem repetido-se
cada dia encontrarmo-nos com alguma referência nas redes sociais e na mídia
sobre mudança do sistema nos seus três pilares, político, econômico e social,
sim a construção de uma nova sociedade está em gestação nas entranhas do neocapitalismo,
inteligências humanas cada vez em maior número vem questionando o momento atual
das democracias totalitárias mantidas por uma oligarquia globalizada, o impasse
está estabelecido entre a sociedade de consumo e a de bem-estar.
Descobrimos cada
vez mais indícios de que um conjunto de poucos homens distribuídos no planeta
controla toda a riqueza mundial, também a mídia e especialmente os processos políticos
através de seus agentes, por certo não estão interessados em abrir mão do poder
que detêm, é um processo do qual somos vitimados e que ao mesmo se contrapõe
dia a dia maior número de consciências desejosas de se libertarem.
Quem ainda não
viu ou sofreu o estranho ritual de um grupo formando um círculo de manhã, iniciando
o dia aos gritos de palavras de ordem, até aí nada de mais já vimos isso em
alguns filmes onde índios assim preparavam-se para uma batalha, o surpreendente
é que essa guerra é contra nós os consumidores, com o objetivo de empurrar-nos
o máximo de quinquilharias possíveis.
Mais estranho
ainda é o perfil das pessoas que são usadas para mobilizar e treinar os
condutores desses rituais, sempre de especialistas em comando e controle, como
os militares ou os treinadores de futebol, já vi chefes de cozinha assim como
humoristas executando este papel, na verdade é completamente indiferente, não
interessa nem conhecerem o objetivo da organização, o que interessa é preparar
para atacar o indefeso cliente previamente exposto pela propaganda a inúmeros
desejos de consumo.
A sociedade do
desperdício funciona assim mesmo, montando operações de guerra para não deixar
o cliente sair sem consumir, todo o foco é dado no trabalho, colocando-o como
valor por si mesmo, nos especializamos em produzir excedentes de preferência descartáveis
e conduzir as pessoas eternamente insatisfeitas com o último desejo realizado
por sua prévia obsolescência, em síntese somos produtores de lixo.
Apesar de não o saberem
e mortas por isso, a maioria das organizações foca em fazer trabalhar seres
humanos, quando deveriam jogar todas as fichas em trazer bem-estar ao
indivíduo, a sociedade e a natureza que são as características do mundo que está
por vir, quando? Não o sabemos, uma troca de paradigma não tem o tempo para
acontecer definido, a verdade é que é uma revolução que está em andamento e
chegará neste objetivo com o aumento da consciência sustentável global.
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