quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O Impasse

     Tem repetido-se cada dia encontrarmo-nos com alguma referência nas redes sociais e na mídia sobre mudança do sistema nos seus três pilares, político, econômico e social, sim a construção de uma nova sociedade está em gestação nas entranhas do neocapitalismo, inteligências humanas cada vez em maior número vem questionando o momento atual das democracias totalitárias mantidas por uma oligarquia globalizada, o impasse está estabelecido entre a sociedade de consumo e a de bem-estar.

     Descobrimos cada vez mais indícios de que um conjunto de poucos homens distribuídos no planeta controla toda a riqueza mundial, também a mídia e especialmente os processos políticos através de seus agentes, por certo não estão interessados em abrir mão do poder que detêm, é um processo do qual somos vitimados e que ao mesmo se contrapõe dia a dia maior número de consciências desejosas de se libertarem. 

     Quem ainda não viu ou sofreu o estranho ritual de um grupo formando um círculo de manhã, iniciando o dia aos gritos de palavras de ordem, até aí nada de mais já vimos isso em alguns filmes onde índios assim preparavam-se para uma batalha, o surpreendente é que essa guerra é contra nós os consumidores, com o objetivo de empurrar-nos o máximo de quinquilharias possíveis.

     Mais estranho ainda é o perfil das pessoas que são usadas para mobilizar e treinar os condutores desses rituais, sempre de especialistas em comando e controle, como os militares ou os treinadores de futebol, já vi chefes de cozinha assim como humoristas executando este papel, na verdade é completamente indiferente, não interessa nem conhecerem o objetivo da organização, o que interessa é preparar para atacar o indefeso cliente previamente exposto pela propaganda a inúmeros desejos de consumo.

    A sociedade do desperdício funciona assim mesmo, montando operações de guerra para não deixar o cliente sair sem consumir, todo o foco é dado no trabalho, colocando-o como valor por si mesmo, nos especializamos em produzir excedentes de preferência descartáveis e conduzir as pessoas eternamente insatisfeitas com o último desejo realizado por sua prévia obsolescência, em síntese somos produtores de lixo.


     Apesar de não o saberem e mortas por isso, a maioria das organizações foca em fazer trabalhar seres humanos, quando deveriam jogar todas as fichas em trazer bem-estar ao indivíduo, a sociedade e a natureza que são as características do mundo que está por vir, quando? Não o sabemos, uma troca de paradigma não tem o tempo para acontecer definido, a verdade é que é uma revolução que está em andamento e chegará neste objetivo com o aumento da consciência sustentável global.   

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