Não seria hora de
revermos a questão mulher, o feminismo gerou seus efeitos vemos a mulher igual,
inteira e livre tanto no pensamento dos homens como das mulheres, os primeiros
tendo entendimento da situação de desigualdade e opressão que elas enfrentaram
e as mulheres assumindo um novo posicionamento na sociedade, foi uma luta de um
século e a vitória é incontestável.
Em rodas de
conversa consigo identificar um entendimento claro das situações de poder
exercidas contra a mulher, a adesão é quase unânime ao repúdio da
descriminação, não existe mais espaço para a aceitabilidade dessas situações,
independente do sexo do manifestante, ocorre a cada dia um crescimento no número
de defensores da igualdade, sendo digna de elogios essa mudança de
comportamento e a devemos usar como arma para um nunca mais à discriminação de
qualquer tipo contra qualquer grupo social.
O aumento da
consciência da igualdade entre sexos no seu posicionamento na sociedade é uma
realidade que todos queremos e pela qual devemos lutar, entretanto me pergunto
se não seria a hora do passo seguinte, toda a guerra tem um final, o seguimento
natural desse caminho é o desarmamento, acredito deve ser este o momento dessa mudança,
vamos nos desarmar.
Não significa que
as mulheres não mais serão agredidas, estamos em uma sociedade intolerante onde
a agressão é parte integrante das atitudes das pessoas, mas a luta contra a
violência não deve ser particularizada, pois se individualizo discrimino e assim enfraqueço o grupo social específico quer seja mulher,
criança, raça, idade ou diversidade sexual, devemos denunciar toda e qualquer
violência, o que nada mais é do que derrubar qualquer tipo de poder, pois esse sempre
é uma impostura agressora.
Quando falo em
desarmamento refiro-me a ideia de evitarmos a paranoia de em cada atitude
encontrarmos uma má intenção por parte de quem a toma, o que ocorre em minha
opinião com muita frequência e está conduzindo as pessoas a cada vez mais
abrirem mão de viver em troca de posições defensivas, que na prática se mostram
atitudes de ataque contra outras pessoas julgando-as a priori como interessadas
no nosso prejuízo sem lhes darmos chances de contestação.
Em síntese vamos
nos desarmar para viver a nossa inserção social inevitável no mundo cada vez
mais globalizado onde existe maior proximidade entre as pessoas, de maneira mais
prazerosa entre amigos, sem abrirmos mão de continuarmos a evangelizar a
igualdade, a liberdade e o fim de qualquer tipo de poder.
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