sábado, 2 de maio de 2015

A Questão Mulher e o Pós-Feminismo

     Não seria hora de revermos a questão mulher, o feminismo gerou seus efeitos vemos a mulher igual, inteira e livre tanto no pensamento dos homens como das mulheres, os primeiros tendo entendimento da situação de desigualdade e opressão que elas enfrentaram e as mulheres assumindo um novo posicionamento na sociedade, foi uma luta de um século e a vitória é incontestável.

     Em rodas de conversa consigo identificar um entendimento claro das situações de poder exercidas contra a mulher, a adesão é quase unânime ao repúdio da descriminação, não existe mais espaço para a aceitabilidade dessas situações, independente do sexo do manifestante, ocorre a cada dia um crescimento no número de defensores da igualdade, sendo digna de elogios essa mudança de comportamento e a devemos usar como arma para um nunca mais à discriminação de qualquer tipo contra qualquer grupo social.

     O aumento da consciência da igualdade entre sexos no seu posicionamento na sociedade é uma realidade que todos queremos e pela qual devemos lutar, entretanto me pergunto se não seria a hora do passo seguinte, toda a guerra tem um final, o seguimento natural desse caminho é o desarmamento, acredito deve ser este o momento dessa mudança, vamos nos desarmar.

     Não significa que as mulheres não mais serão agredidas, estamos em uma sociedade intolerante onde a agressão é parte integrante das atitudes das pessoas, mas a luta contra a violência não deve ser particularizada, pois se individualizo discrimino e assim enfraqueço o grupo social específico quer seja mulher, criança, raça, idade ou diversidade sexual, devemos denunciar toda e qualquer violência, o que nada mais é do que derrubar qualquer tipo de poder, pois esse sempre é uma impostura agressora.

     Quando falo em desarmamento refiro-me a ideia de evitarmos a paranoia de em cada atitude encontrarmos uma má intenção por parte de quem a toma, o que ocorre em minha opinião com muita frequência e está conduzindo as pessoas a cada vez mais abrirem mão de viver em troca de posições defensivas, que na prática se mostram atitudes de ataque contra outras pessoas julgando-as a priori como interessadas no nosso prejuízo sem lhes darmos chances de contestação.


     Em síntese vamos nos desarmar para viver a nossa inserção social inevitável no mundo cada vez mais globalizado onde existe maior proximidade entre as pessoas, de maneira mais prazerosa entre amigos, sem abrirmos mão de continuarmos a evangelizar a igualdade, a liberdade e o fim de qualquer tipo de poder. 

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