segunda-feira, 11 de maio de 2015

Trilha do Poder - O Início

     Para muitos a ferramenta é o início da trilha do poder:
    
     Aquela imagem espetacular do macaco descobrindo a ferramenta, e a partir da mesma abrindo espaço para todo o futuro da humanidade incluindo nesse sua capacidade de matar e é o que exerce de imediato no filme, como bem o vimos em “2001: Uma Odisseia no Espaço” trabalho brilhante dos autores Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke para definir o início de tudo.

     Prefiro pensar em outro enredo:

     Éramos nômades andávamos em grupos curtindo a terra propriedade de todos, comunidades que se relacionavam na busca da alimentação e procriação, ajudávamo-nos como maneira única de garantirmos esta comida que necessitávamos, defendemo-nos de inimigos comuns e procriando garantíamos a continuidade da espécie, nossos impasses internos no grupo eram resolvidos pelo consenso obtido na luta pela sobrevivência, o jogo era jogado com a demonstração clara do que um queria e a resposta pronta de obtê-lo ou não, a verdade do homem justa e soberana.

    Não entendemos nunca como se pode tomar aquele rumo, as coisas aconteceram muito depressa quando nos demos conta estávamos percorrendo a trilha do poder, alguém se separou marcou um pedaço de chão rico em alimentos e disse: "Isso aqui é meu", nunca mais tivemos paz, o poder estava estabelecido baseado na mentira, pois era sabido que a terra era de todos, começamos a nos dividir, uns de nós de imediato buscaram a escravidão de prontificar-se a ajudá-lo a manter sua posse, outros buscaram marcar outros espaços como seus, assim como terceiros começaram a planejar apropriar-se do que por outros tinha sido demarcado, a terra deixou de ser nossa e passou a ser de alguns.

     O monólito, seu enigma sempre presente nas mudanças importantes na evolução humana, pode servir a todas as mentes representando seus deuses próprios, pessoais, a serviço das teorias particulares de cada um, ou seja, não é uma incógnita e sim a oportunidade da livre interpretação por parte da humanidade dos seus paradigmas.

     Sim inventando o poder fomos obrigados a encontrar motivos para tal, alguém deveria justificar e nos outorgar o poder além da força bruta e criamos nossos deuses que nos abençoavam na prosperidade e com isso nos justificavam e em seu duplo papel atemorizavam nossos concorrentes humanos incitando-os à sujeição.

     Aberta a trilha do poder quais surpresas poderíamos ter a partir da atitude consciente de percorrê-la? Saberíamos contestá-la, o que nos reserva os passos seguintes? Em frente é o que nos resta como caminho a seguir, o enfrentamento é a primeira opção consciente do homem e a questão é onde ele pode nos levar...

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