Para muitos a
ferramenta é o início da trilha do poder:
Aquela imagem
espetacular do macaco descobrindo a ferramenta, e a partir da mesma abrindo
espaço para todo o futuro da humanidade incluindo nesse sua capacidade de matar
e é o que exerce de imediato no filme, como bem o vimos em “2001: Uma Odisseia
no Espaço” trabalho brilhante dos autores Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke
para definir o início de tudo.
Prefiro pensar em
outro enredo:
Éramos nômades
andávamos em grupos curtindo a terra propriedade de todos, comunidades que se
relacionavam na busca da alimentação e procriação, ajudávamo-nos como maneira
única de garantirmos esta comida que necessitávamos, defendemo-nos de inimigos
comuns e procriando garantíamos a continuidade da espécie, nossos impasses
internos no grupo eram resolvidos pelo consenso obtido na luta pela
sobrevivência, o jogo era jogado com a demonstração clara do que um queria e a
resposta pronta de obtê-lo ou não, a verdade do homem justa e soberana.
Não entendemos
nunca como se pode tomar aquele rumo, as coisas aconteceram muito depressa
quando nos demos conta estávamos percorrendo a trilha do poder, alguém se
separou marcou um pedaço de chão rico em alimentos e disse: "Isso aqui é
meu", nunca mais tivemos paz, o poder estava estabelecido baseado na
mentira, pois era sabido que a terra era de todos, começamos a nos dividir, uns
de nós de imediato buscaram a escravidão de prontificar-se a ajudá-lo a manter
sua posse, outros buscaram marcar outros espaços como seus, assim como
terceiros começaram a planejar apropriar-se do que por outros tinha sido
demarcado, a terra deixou de ser nossa e passou a ser de alguns.
O monólito, seu
enigma sempre presente nas mudanças importantes na evolução humana, pode servir
a todas as mentes representando seus deuses próprios, pessoais, a serviço das
teorias particulares de cada um, ou seja, não é uma incógnita e sim a
oportunidade da livre interpretação por parte da humanidade dos seus paradigmas.
Sim inventando o
poder fomos obrigados a encontrar motivos para tal, alguém deveria justificar e
nos outorgar o poder além da força bruta e criamos nossos deuses que nos
abençoavam na prosperidade e com isso nos justificavam e em seu duplo papel
atemorizavam nossos concorrentes humanos incitando-os à sujeição.
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