Quem aposta em
Darwin fala em seleção natural como mecanismo de evolução das espécies:
Esses apostadores
projetam como motivador para a evolução das espécies a relação predador com sua
presa na incessante luta pela sobrevivência dos seres vivos incluso nestes os
seres humanos, praticamente reduzem a vida à disputa de um alimento único, ou
seja, o mais forte é o mais apto a vencer a luta pela sobrevivência.
Já os partidários
de Nietzsche falam em vontade de Potência colocando a luta como o diferencial:
Amparados na
frase de Nietzsche, “Não existe vida sem prazer, a luta pelo prazer é a luta
pela vida”, refutando assim a ideia central de luta pela sobrevivência de
Darwin, que seria uma restrição à vontade de viver, com isso inverte
conceitualmente a questão ao dizer que a luta “por dominação” prevalece sobre a
“por conservação”, sugere que a falta de inimigos é o melhor caminho para a degeneração
incluindo nessa o risco de extinção da espécie, sinalizando inclusive que a
civilização, a domesticação do homem, diferente do que se pensa, não é o seu
melhoramento.
Independente de
qual desses grandes pensadores nos seduz, eu considero:
Que primeiro chegou
o medo, olhar para o outro e imaginá-lo capaz de repetir meus atos, julgá-lo
por mim mesmo que é como se pode julgar, imaginar que até poderiam avançar nas
atitudes em relação a mim como, por exemplo, disputar o que agora já
considerava minhas posses, as coisas e as pessoas, alguma atitude eu deveria
tomar.
Que em um segundo
instante, pois o medo imobiliza ou provoca a reação, lembrei-me de que já tinha
observado insetos tipo formigas ou abelhas, recordo sua organização de como se
movimentavam os integrantes daqueles grupamentos, e concluí poderia sim fazer
algo neste sentido.
Passo seguinte
foi partir para aplicação da tese e começo a especializar meus servos, uns orientados
a cuidar da segurança, outros dedicados aos afazeres domésticos, também
encarrego alguns de plantarem, e vi exultante que como entre os insetos observados
tudo gira em torno do núcleo onde está a rainha, ali tudo passou a girar em
torno de mim.
Assim começamos a
criar nossas travas, assim começamos a civilizar-nos, assim passamos a trocar
nossa liberdade do movimento pela escravidão da posse que nos cobra dedicação
exclusiva para mantê-la e se possível aumentá-la, por ela o que mais não somos
capazes de fazer, só o tempo o dirá.
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