sexta-feira, 22 de maio de 2015

Trilha do Poder – Organização

     Quem aposta em Darwin fala em seleção natural como mecanismo de evolução das espécies:

     Esses apostadores projetam como motivador para a evolução das espécies a relação predador com sua presa na incessante luta pela sobrevivência dos seres vivos incluso nestes os seres humanos, praticamente reduzem a vida à disputa de um alimento único, ou seja, o mais forte é o mais apto a vencer a luta pela sobrevivência.       

     Já os partidários de Nietzsche falam em vontade de Potência colocando a luta como o diferencial:     
    
     Amparados na frase de Nietzsche, “Não existe vida sem prazer, a luta pelo prazer é a luta pela vida”, refutando assim a ideia central de luta pela sobrevivência de Darwin, que seria uma restrição à vontade de viver, com isso inverte conceitualmente a questão ao dizer que a luta “por dominação” prevalece sobre a “por conservação”, sugere que a falta de inimigos é o melhor caminho para a degeneração incluindo nessa o risco de extinção da espécie, sinalizando inclusive que a civilização, a domesticação do homem, diferente do que se pensa, não é o seu melhoramento.

     Independente de qual desses grandes pensadores nos seduz, eu considero:

     Que primeiro chegou o medo, olhar para o outro e imaginá-lo capaz de repetir meus atos, julgá-lo por mim mesmo que é como se pode julgar, imaginar que até poderiam avançar nas atitudes em relação a mim como, por exemplo, disputar o que agora já considerava minhas posses, as coisas e as pessoas, alguma atitude eu deveria tomar.         

     Que em um segundo instante, pois o medo imobiliza ou provoca a reação, lembrei-me de que já tinha observado insetos tipo formigas ou abelhas, recordo sua organização de como se movimentavam os integrantes daqueles grupamentos, e concluí poderia sim fazer algo neste sentido.

     Passo seguinte foi partir para aplicação da tese e começo a especializar meus servos, uns orientados a cuidar da segurança, outros dedicados aos afazeres domésticos, também encarrego alguns de plantarem, e vi exultante que como entre os insetos observados tudo gira em torno do núcleo onde está a rainha, ali tudo passou a girar em torno de mim.  


     Assim começamos a criar nossas travas, assim começamos a civilizar-nos, assim passamos a trocar nossa liberdade do movimento pela escravidão da posse que nos cobra dedicação exclusiva para mantê-la e se possível aumentá-la, por ela o que mais não somos capazes de fazer, só o tempo o dirá.

Nenhum comentário:

Postar um comentário