O Projeto do ser humano
adulto cresce no pensamento infantil à medida que esta criança vai avançando
para a adolescência, em sua infância adivinha o futuro acalentando as situações
futuras por vivenciar, isso ocorre em conformidade com o
ambiente de convivência social que lhe é imposto e certamente influenciará em
suas futuras escolhas.
Igreja Católica, eu
era um sacristão (ajudante de missa) desastrado quebrando Galheta, não lembro
se a da água (o povo) ou a do vinho (a divindade), alimentando um sonho de
criança em ser padre quando crescer.
Teco-teco, o
piloto e eu dentro do pequeno avião em voo vulgarmente chamado de parafuso,
isto é girando de cabeça apontada para o chão, qual a ideia? Assustar-me, qual
o resultado? Encantaram-me, então ser piloto era meu novo desejo de vida futura.
Televisão, uma
antena no alto de um tronco de eucalipto e um aparelho em casa lá no interior
do nosso Rio Grande do Sul era um dos primeiros da cidade, minha grande facilidade
com a matemática, um mundo de construções, eletrônica com novos sinais aparecendo
por todos os lados, indústria com suas máquinas sofisticadas só podiam
despertar e fazer crescer a vontade de ser engenheiro.
Ser padre era a força
da família católica presente que somada aos amigos de origem alemã, que se não
eram católicos eram luteranos praticantes, isso com o passar do tempo determinou
minha participação na pastoral de juventude, na luta contra a ditadura, no
engajamento como ser político, em encontrar minhas verdades e minhas paixões
por ler, escrever, teatro e cinema focando forte na filosofia, sociologia e
psicologia.
Ser piloto de
avião manifestou-se na minha vocação de nômade, aparecia já na paixão pelos
riscos desde a aventura de teco-teco, sempre gostei de estar com o pé na
estrada, adolescente mochila nas costas, no tempo de executivo trabalho com
viagens constantes e hoje decididamente um caminhante, como qualquer navegante
nunca deixei de ter um porto seguro para mirar, para imaginar poder voltar,
mesmo que pouco lá estivesse.
Ser engenheiro,
todos os caminhos apontaram para esse destino, não o engenheiro da mecânica, eletrônica
ou civil, mas o engenheiro da lógica, dos processos, da tecnologia da
informação, felizmente juntando o gostar e o como sobreviver, o que tira um
pouco a carga do modelo consumista em que vivemos.
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