Não pude fugir
da tentação de falar um pouco mais de TI, pois fazendo nosso trabalho o mesmo nos
exige o desafio de nos posicionarmos na régua que tem em uma ponta a Humildade
e na outra a Soberba, e por certo o ponto de equilíbrio é a igual distância
entre as duas extremidades.
Humildade se
manifesta pelo reprogramar incessante, em busca do agradar ao usuário / cliente,
o que não me parece bom, tanto para mim desenvolvedor tampouco para quem
utiliza nosso sistema, pelo simples fato de que não somamos apenas manifestamos
o que foi pensado por outrem, o que dificilmente resulta em aplicações maduras.
Soberba, bom a
tentação da vaidade é enorme, partimos do pressuposto que sabemos tudo que
nosso cliente necessita e que somos os arautos da boa nova e como tal podemos
ensinar o famoso "caminho das pedras", ou seja, conhecemos o negócio
mais do quem vive dele, acabamos criando algo que não resolve o dia a dia do
cliente.
Protótipo é um
bom caminho, se ainda acrescento a utilização de métodos ágeis, o que nos
exigem negociações permanentes, estamos mais próximo do centro entre estas duas
pontas indesejadas.
Métodos Ágeis
exige estudo aplicação e principalmente entendimento, não é uma receita de bolo
não é um conjunto de regras a serem seguidas e sim um esforço permanente para
achar o caminho adequado para cada time, quando falo em time falo não em equipe
de desenvolvimento e sim no conjunto desta com todos os interessados diretos e
indiretos no processo.
Protótipo sem
usuário, sem dados reais, é apenas outra maneira de vermos a mesma coisa, do
mesmo jeito que o pensamos quando nos foi proposto o problema, o pensamos
quando terminamos de desenvolvê-lo, isto é testamos e aprovamos nossos erros,
não os enxergamos.
Defendo sempre
a metodologia da construção na medida exata para cada organização apreendemos com
o esforço continuado via execução, reflexão, correção de rumo, nova execução.
Nenhum comentário:
Postar um comentário