Não, não vou deixar vocês em desvantagem,
lhes passo mais alguns flashes do que tenho conhecimento sobre a infância dele.
Ele
fora pego de surpresa, Papai Noel não existe, era seu primo mais velho esperto
a lhe falar na casa do avô, não teve dúvidas imediatamente fez sua parte na
troca de confidências, inventou de pronto uma estória na qual era protagonista,
com cabanas sobre as árvores e dois grupos rivais que se defrontavam na cidade
interiorana onde morava, com flechas e outras armas mais, soube do impacto da
invenção pela conversa do avô que teve de assegurar ao primo que era tudo invenção.
No colégio era difícil contê-lo, pois nos
primeiros 10 minutos já achava que tudo sabia e partia para distrair-se e
distrair os outros, realmente dificuldade só havia de concentração, como também
era quase impossível o manter dentro de casa, seu pai achou uma solução apagar
escritos a lápis em fichas, onde o rascunho depois datilografado não era mais
necessário, pagando-o como se fosse um emprego.
Essa atividade toda só podia gerar várias
quebras de braço, de clavícula, convivendo sempre com mais velhos em 3 a 5
anos, foi fácil arrebentar-se em uma gangorra, como também ter um osso exposto
ao cair de um muro de 2 metros de altura, lembranças bom os círculos
maravilhosos provocados pelo éter da anestesia necessária para colocar os ossos
no lugar e muitos potes de coalhada para fortificar os mesmos.
Em suas traquinices, não faltou ainda piá
para fumar vender garrafas velhas, isso quando não estava lendo e aí servia
qualquer folheto, estórias em quadrinhos, fotonovela, até as famosas seleções
traduzidas do inglês e principalmente qualquer livro que aparecia em sua
frente.
No terraço do primeiro andar vendo o pé de
chorão que tinha seus galhos como cipós encostados no mesmo, não teve dúvidas
isso deveria funcionar como para o Tarzan, e tentou o voo, resultado caído de
costas no chão teve instantes que não sabe dizer quantos de inconsciência.
Para alimentar seus incontroláveis sonhos
não podia faltar sua primeira imaginária namorada, sim a amava, tinha esta
vantagem de morar em uma das poucas casas com televisão
na cidade, e lá estava ela ao seu lado a loirinha de olhos azuis, olhando
televisão, porém aos seus olhos iludidos em namoro apaixonado seguido de muitas
noites de sonho.
Assim penso fecha-se um ciclo os seus
primeiros dez anos e acredito que temos material suficiente para uma primeira
opinião, o que podemos fazer juntos na próxima postagem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário