O velho
ermitão da Idade Média não está extinto, sim temos o modelo moderno, onde sua
caverna é um apto de um quarto, dos mais simples aos mais sofisticados, seus
utensílios rústicos uma cama de casal, um fogão, um refrigerador, claro as
parafernálias de áudio, vídeo, internet e de preferência não acomodações a
terceiros.
Seu espaço,
mais seu hoje do que nunca apesar da globalização, tal qual nos tempos antigos,
tem lugar para a autoconvivência, suas precariedades têm o valor de sua
riqueza, seus livros, seus acessos ao mundo globalizado.
A extensão do
seu dia completa-se em seu lado andarilho, pelos inúmeros pontos culturais
públicos ou privados, passando pelos botecos de conversa e chegando às grandes
festas públicas onde as pessoas se aglomeram ora encontrando-se ora
desencontrando-se.
Cada vez mais
os vemos circulando, pois os tempos atuais exigem caminhadas, a olhar e a serem
observados, sem a pretensão de encontros que não os do acaso e de difícil
continuidade.
Encontramos também por certo os fanáticos que
se encerram no mundo virtual, imaginando aí vida real, muito raramente
participando de algum evento a não ser os provocados e relacionados ao mesmo.
A maior
diferença passa pelo sexo, hoje não mais um privilégio masculino esta opção de
vida e sim de todos os sexos, a expressão todos aqui foi colocada pelo
politicamente correto é claro.
O momento é de
transição, ainda não aprendemos a viver sozinhos, o desejamos com certeza,
buscando relações mais livres, menos dependentes e mais completas, uma
verdadeira cadeia de acréscimos onde não necessitamos nos dobrar, diminuindo-nos
às exigências do outro.
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