segunda-feira, 2 de junho de 2014

A Arte Ria - Acha Do Amor

     Fui sim testemunha dele no Camarim chegando, ao início de tudo, simplesmente maravilhoso, encontro provocado pelo destino parecia perfeito, havia não uma alma gêmea e sim um perfeito complemento, a vida alegre linda festiva da Plateia com a personagem séria, pensante do ator.

     O que atormentava um pouco a plateia eram os espetáculos anteriores sobre os quais confidências mil lhe foram feitas e inclusive violentas intervenções de sua privacidade sofreu, porém havia um caminho dedicado a frutificar, e assim frutos maravilhosos ele produziu.

     O que atormentava o ator eram as plateias anteriores, seus jogos que ele não soube jogar, e entregar-se de todo novamente refletia insegurança para ele, machucar-se novamente nem pensar, sim o medo de envolver-se por inteiro era real, porém, superou, conseguiu plantar e colher os frutos almejados dessa sinergia.    

    Troca de teatro, uma, duas vezes aconteceu, melhoraram as acomodações, buscaram espaço bom de viver, respeitaram outras plateias e outros atores, encontraram em si compreensão, descobriram em si afeto, concluíram ter achado amor.

     Por certo dificuldades houve por certo o caminho não era simples, mas aos poucos se encontravam nas diferenças, aos poucos harmonizam os passados, aos poucos caminhavam na mesma direção.

     Havia claramente um clima positivo, crescente em enfrentamento de dificuldades e parecia destinado ao infinito do bem querer, seus defeitos eram respeitados e alavancavam a relação para seu melhor, em nenhum momento imaginaram o que poderia ocorrer em outra porção de dez anos de tempo, onde continuariam convivendo com este espetáculo, e como já tive a oportunidade de relatar a vocês, a transição do céu para o inferno é muito mais fácil e simples do que imaginamos.


     Artéria, sangue, corpo, tecidos nervosos, paixões, alma a arte da vida, continuamos outra hora, quem sabe...

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