terça-feira, 7 de março de 2017

É Tempo de Repensar o Sistema Educacional

     Repensar o sistema educacional que é hoje uma estrutura arcaica destinada a colocar as pessoas nos trilhos da observância cega aos preceitos pré-definidos, sua cartilha é encaixá-las como instrumento útil a serviço de minorias, é preciso zerar e recomeçar o processo de educar, este deve oferecer dúvidas e não certezas, para que assim cresçam pessoas inovadoras por sua capacidade de ver alternativas e fazer escolhas, pois o homem é a sua capacidade de optar.

     Todos os aplausos à maioria dos professores pelo incansável esforço de educar cuja dedicação dentro das limitações propostas pela sociedade é inquestionável, nossos protestos estão dirigidos ao modelo adotado pelo sistema que é dirigido inteiramente a absorver conteúdos, ora um espirito crítico o saberá bem utilizá-los acessando-os no momento que assim for necessário, já os mesmos acumulados em continuados esforços de memorização com objetivo apenas de obter os graus necessários durante dezenas de anos de nada servirão a não ser como referência para um discurso vazio.

     Quando falamos em educar deveríamos estar falando em preparar para vida nunca em aparelhar um ser humano para encaixá-lo na máquina existente de produção, os resultados do projeto educacional estão escancarados na mediocridade de nossas empresas incapazes de inovar convivendo com altos índices de desperdício e autoritarismo, a primeira punhalada na criatividade ocorre na família em sequência o pouco desta que sobra é destruída na escola e por fim o sistema produtivo encarrega-se de enterrá-la em definitivo, o que nos conduz a esta mesmice do avanço tecnológico orientado a reconstruir o já feito apenas colocando uma nova cara sem nunca realmente trazer o novo.

     Ensinar uma tabuada em sua sequência matemática decorada é abrir mão em definitivo de que se aprenda a raciocinar, exigir que um aluno em uma prova repita conceitos memorizados é desistir do espírito de busca, repetir os mesmos ensinamentos para jovens diferenciados em seus talentos é simplesmente esculpir muitos robôs em tudo iguais destinados a serem futuras pequenas peças de uma grande máquina e nunca permitir que apareça em cada um o homem com sua potência ao infinito e a eternidade.

     O que me parece enormemente doentio é jogarmos toneladas de verdades, falsas verdades por sinal que só são vistas como tal pelo falsete das inumeráveis repetições creditando-as como verdadeiras, desfigurando a própria definição de ser humano que é a capacidade de visualizar vários caminhos e continuamente optar pelo mais adequado ao seu momento, para nomearmos um processo como educacional os seus caminhos na totalidade devem permitir visualizar o leque mais amplo possível de alternativas e desenvolver o espírito crítico habilitando a educação à escolha e seu consequente aprendizado pela análise das consequências destas escolhas para si, para os outros e para a natureza.

     Nada pode mudar o mundo sem a peça fundamental que é o processo de autoformação do homem, a obrigação da sociedade é prover os mecanismos para que todas as oportunidades sejam oferecidas em igualdade, qualidade e quantidade para todos, colocado todo nosso empenho neste quesito do repensar a educação estaremos reescrevendo todas as relações sociais, uma nova educação refletirá em uma nova política, na revolução da economia e no inevitável nascimento de meios de produção libertários e justos.

quarta-feira, 1 de março de 2017

É Tempo de Repensar o Modelo Econômico

     Repensar o modelo econômico estruturado na obtenção e manutenção de privilégios a qualquer preço, sempre calcados na escravidão da multidão dos que são historicamente mantidos como menos iguais, os pensamentos falsos tipo tradição família e propriedade são usados como amparo de direito à expropriação do que é de todos por alguns, o novo rumo deve apontar para a vida digna, pelo direito à produção global da humanidade e a partilha mínima de todo ser humano, somos todos sem discriminação herdeiros do trabalho da humanidade enquanto não implantarmos o sistema que a isso contemple estaremos sujeitos ao permanente estado de guerra tanto individual como coletivamente quando o destino do homem deveria ser a paz.

     A teoria de que o mercado ajusta os preços aos níveis mais baixos devido à livre concorrência melhorando a vida da população é desmentida a cada dia, o que constatamos é um processo concentrador de riqueza com o estabelecimento continuado de empresas hegemônicas mundiais via aquisição/fusão de empresas concorrentes, esses novos conglomerados com seu enorme poder de pressão intervêm via tecnologia de manipulação das massas no mundo todo, sua utilização da mídia e das instituições políticas corrompidas na sociedade incentiva à batalha individual, apelidada de competitividade e de meritocracia, e às guerras localizadas em diversos pontos do planeta pelo controle estratégico das riquezas e das populações.

     Uma teoria econômica que esteja a serviço do homem, da relação justa entre os seres humanos e da harmônica convivência com a natureza deve ser construída pela humanidade, um dos seus pilares deverá ser a distribuição equilibrada do produto global obtido pelo trabalho do homem e das máquinas originadas do avanço tecnológico, homens com suas necessidades básicas saciadas terão condições de investir em seu crescimento pessoal e colocá-lo a serviço de todos utilizando o melhor de suas habilidades.

     Romper a deliberada produção de bens datados em sua validade, logo natimortos por definição, com objetivo de gerar consumo e trabalho desnecessário apenas para movimentar e acumular riqueza é outra preocupação a ser incluída nestes estudos para desonerar o ser humano e a natureza do fator predador que este uso equivocado dos meios de produção acarreta.

     Construir uma cadeia de reaproveitamento de todos os esforços já realizados ampliando o uso de seus resultados tanto no tempo como na quantidade de usuários é fortemente recomendado para evitar o desperdício liberando-nos para o lazer e o investimento no nosso crescimento pessoal e a consequente ampliação global dos índices positivos de saúde físico/mental.

     O trabalho voluntário é compensado pelo próprio resultado tornando-se desnecessários enormes desperdícios de esforço para controle, hoje nosso esforço na vigilância do correto executar de tarefas por terceiros nos penaliza duas vezes primeiro a desvinculação deste com o objeto fim em segundo o tempo despendido pelo fiscalizado em ludibriar os controles e curtir sua insatisfação, urge estudarmos melhor as questões econômicas do trabalho cooperativo e voluntário como um caminho a ser percorrido na economia do futuro.

     Uma doutrina econômica que em sua execução garanta a todos os humanos um padrão de vida digno, sua saúde e sua educação independente da execução de um trabalho combaterá de imediato a criminalidade eliminando grandes esforços para controlar benefícios sociais e de policiamento, bem como transformará o modelo das organizações onde se trabalhe voluntariamente evitando os desperdícios e aumentando a qualificação em criatividade e inovação logo teremos mais realização pessoal e uma sociedade dirigida ao consumo responsável. 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

É Tempo de Repensar o Trabalho

     Repensar o trabalho que hoje se concentra em produzir supérfluos objetivando apenas manter um nível alto de ocupação com o intuito de alienar o homem conduzindo-o inexoravelmente à depressão e trazendo muito pouco acréscimo à sociedade humana como um todo, substituição deste por um trabalho criativo focado em melhorias para a humanidade tanto tecnológicas como artísticas e filosóficas que engrandeçam o homem conduzindo-o à felicidade e ao prazer da vida, romper o antigo paradigma da ocupação pelo novo do valor agregado ao homem.

     A cadeia produtiva hoje estabelecida tem em sua fundação a estrutura hierárquica de comando e controle com uma vasta quantidade de horas perdidas em mecanismos de monitoramento muitas vezes disfarçados em mecanismos técnicos de manipulação de grupos, fato que nos leva a dedicar muitas horas de labor em função do próprio ato de fazer o trabalho acontecer, agravado ainda pelo conservadorismo das fórmulas prontas que devem ser executadas ao pé da letra implicando em risco de reprimenda qualquer desvio criativo que o trabalhador ousar, tudo isso acaba por converter os participantes do processo em uma legião de insatisfeitos a produzirem pouco e com qualidade duvidosa do ponto de vista do homem e do negócio o sistema como um todo faliu.

     O trabalho em prol da humanidade não focado em produzir apenas itens de consumo supérfluos ou não é o único que pode redimir o homem, não existe como competentemente operar com trabalhadores pressionados pela necessidade de sobrevivência, só poderemos ter eficiência e eficácia no trabalho a partir da ruptura do paradigma da troca de trabalho humano por mais valia acrescida por recursos mínimos de sobrevivência, independente da unidade de medida que defina este mínimo, ninguém tem foco no que produz e sim nas coisas que necessita ou imagina necessitar na satisfação do desejo implantado pela própria sociedade neste, nenhuma das mudanças foi produzida assim com trabalho escravo em tempo nenhum da humanidade.          

     Ao contrário do mito espalhado pela sociedade o homem tem vocação e gosta de trabalhar, o que o afasta do mesmo é a linha de montagem de exploração destinada a ilegal e injusta acumulação de riqueza por uma minoria, cuja construção tem na base um equivocado direito do mais forte de que é justo, sempre que tiver falta de escrúpulo suficiente para tal, apropriar-se do trabalho de outrem em benefício próprio.

     Sem dúvida dependemos de mudanças nas áreas políticas, econômicas, sociais e principalmente na educacional para devolver ao homem o trabalho livre, há toda uma revolução a ser feita na busca de qualidade de vida individual de bem-estar social que só pode acontecer com suporte de evangelizadores destes novos tempos, não via movimento de massas e sim a partir de testemunhos vivos que fermentarão as mudanças.

     A vocação do ser humano está ligada à associação livre para o trabalho que tenha como retorno bens intelectuais e materiais de cunho comunitário e como destino aumentar o bem-estar individual e social da humanidade produzindo qualidade de vida para cada um e para todos os seres vivos.

     Não temos como negar que já temos tecnologia suficiente para manter a vida com qualidade para todos os seres vivos do planeta dispensando o trabalho humano escravo desde que possamos abrir mão de produzir e consumir lixo, eliminando a acumulação desnecessária de riquezas.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

É Tempo de Repensar o Sistema Político

     Repensar o sistema político onde a democracia representativa é apenas um artifício para o eficaz exercício do poder por forças econômicas amparadas no poderio militar, a vontade do povo exercida pelo voto apenas modernizou os curais eleitorais e nunca se votou tão de cabresto como hoje graças à análise científica e a criação e manipulação do desejo no homem, tão somente como já definia Rousseau a democracia direta pode funcionar para o benefício do homem e a base desta só pode ser estabelecida por contratos realizados a cada momento na direção do bem comum dos contratantes.

     O marketing político é a mola propulsora das vitórias eleitorais e quando falamos nele não estamos apenas nos referindo a uma venda de falsas imagens de felicidade para uma determinada população, estamos falando em ações premeditadas de agentes econômicos gerando crises ou falsos sucessos econômicos, estamos falando de movimentos propositalmente recessivos ou progressivos com aumento ou diminuição de dificuldades para a vida em geral com o fim específico de desestabilizar ou fortalecer um determinado grupo.

     O resultado do processo dito democrático é sempre uma ruptura entre a sociedade que vota e a que é a gerada pelo resultado do voto, não há um contrato entre as partes, após a eleição ocorre o imediato divórcio entre o votado e o votante onde o primeiro é conduzido a trabalhar em prol dos interesses de quem explora o segundo, por uma simples questão de sobrevivência, neste limbo social que é o conjunto dos políticos.

     Estabelecer a democracia de praça pública espaço este definido por qualquer local físico ou virtual onde partes interessadas possam contratar acordos para executar e vivenciar processos específicos por tempo determinado tão somente enquanto persistir o interesse comum é como vejo o contrato social a conduzir o caminhar lado a lado de seres humanos livres, sem representantes, sem mecanismos jurídicos, sem mecanismos repressivos é o caminho político que pode construir a igualdade real a que sustenta a diversidade em sua unicidade, o homem se unirá, se for este o caso, por interesses momentaneamente comuns em múltiplos trabalhos.

     Não nos parece necessário nenhum tipo de organismo com suas regras pré-definidas exigindo submissão às mesmas para adesão, esses mecanismos sempre são totalitários criando senhores e servos logo incentivando a violência como garantia de sua execução, corrompendo o homem para o princípio do tirar vantagem em tudo como afirmação da lei do mais forte físico ou cerebral.

     Não é o Homem que é bom ou mau, são os interesses das organizações que o classifica nestes graus conforme sua utilidade às mesmas como consequência o fim destas devolverá o ser humano à sua essência que é realizar-se no ato de existir e assim o fazendo transcenderá na direção dos outros que ao seu lado e em igualdade também estão.

     Esta dinâmica do movimento permanente onde em paralelo nos associamos em diferentes necessidades com diferentes pessoas resgata a individualidade e provê todos os mecanismos necessários para autossuficiência e maioridade do ser humano, estes diferentes contratos estabelecidos entre as partes têm o tempo contendo força necessária e suficiente de realizar a vocação política social do homem tornando desnecessários organismos legislativos, executivos e judiciários.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Sempre é Bom Ver o Povo na Rua.

     Agora que baixou a poeira, pergunto-me sobre o que acompanhamos na última semana, tento reordenar os fatos que presenciei entre manifestações populares, fatos políticos e manifestações da mídia, e me encontro frente a uma orquestra bem armada, inteligente e muito precisa em suas estratégias e objetivos.
     Unanimidade nacional, e não teria como ser diferente, é a luta contra a corrupção, somam-se as dificuldades do momento econômico, que sim refletem no padrão de vida de cada um de nós, com uma escalada de aumentos em tarifas públicas e impostos imediatamente repassados para os custos de todos os produtos obrigatoriamente consumidos por cada um de nós.
     Não me surpreendi com o padrão de preparação do evento público do último domingo, forte chamada nas redes sociais via vídeos e textos aparentemente refletindo desabafos pessoais com uma linguagem agressiva de desmonte das estruturas, carregada de expressões chulas, com tom de bate-boca de fundo de quintal, o que tão bem cai no gosto do público sedento por desastres e cliente passivo de Big Brothers e outros entretenimentos menos votados, de concentração na mídia de manchetes com o tema corrupção e com associação imediata ao PT e ao governo Dilma.
     Sim, sempre o povo na rua corresponde a um avanço na qualidade de organização de um povo, mesmo que ao final da manifestação haja disputas acirradas por um táxi para buscar o conforto do lar, sendo necessário e muito importante que o governo, qualquer que seja, esteja sentindo, percebendo que está sob a mira da população.
     Diferente das manifestações do ano passado, que em minha opinião foram legítimas sim uma manifestação é legítima ou não, pois não existe meio termo, e o eram porque reivindicavam com clareza necessidades da população como por exemplo o direito de transporte público gratuito, o reerguimento do sistema educacional, uma mudança completa do conceito de segurança pública, já nas deste ano não tinham esse espírito e sim um  repúdio a pessoas e organizações políticas, incitação a processos sem nenhum amparo legal de impedimento da presidente e até intervenção militar.

     O que nos parece mais triste é a tentativa de manipulação de todos nós com o objetivo de transformar uma luta que é realmente de todo um povo, a erradicação da corrupção, em um alvo pessoal e político, o que representa um completo desrespeito à grande maioria da população que tem lutas importantes para cobrar do governo na melhoria da relação entre povo e estado, sendo exposta a manipulações de interesses antipopulares dirigidos à retomada de governos que trabalham em benefício da minoritária elite nacional.              

domingo, 12 de fevereiro de 2017

É Tempo de Repensar o Conceito de Nação

     Sim, repensar as nações indefensáveis como organizações comunitárias tanto na determinação geográfica como cultural, pois foram constituídas pelas forças das armas tanto os territórios conquistados como os seres humanos agregados, fronteira é uma grande mentira destinada apenas a compor exércitos e criar governos com a finalidade de gerar castas de exploração do trabalho da maioria, as nações não existem são apenas uma estória inventada para tirar a liberdade do homem.

     Tem se mostrado extremamente conveniente manipular as populações em torno dos ideais de nacionalidade para os jogos da guerra desde os destinados a aumentar a submissão ao poder constituído internamente quanto os com objetivo de agregar território e riquezas de outros povos, um inimigo externo na maior parte das vezes artificialmente criado sempre propicia o estabelecer de leis de exceção que automaticamente são colocadas a serviço da acumulação de poder e riqueza.

     Uma humanidade amante da paz que rejeite qualquer tipo de discriminação não encontra nenhuma justificativa para separar irmãos por muros físicos ou demarcados por convenções de fronteiras e cabe a esta denunciar a fraude que significa a constituição de nações, toda e qualquer doutrina destinada a separar os homens entre si é apenas reflexo do desejo de poder de poucos, os seres humanos devem ser livres para conviver com quem quiserem no momento e no local que desejarem.

     A nação cobra do homem livre pesados encargos para sustentar instituições que só se justificam devido a esse falso conceito de unidade nacional, retiram-lhe o direito de ir e vir por engenhosos pactos de interesses, lhe é exigido o exercício militar na participação como mão de obra para a guerra e na sustentação de todo um caríssimo equipamento armamentista com suas instalações inúteis o que é no contexto da humanidade como um todo um desperdício inutilmente multiplicado pelo número de nações existentes, onde todas querem estar mais preparadas, melhor armadas que suas concorrentes, com o objetivo de expandir este sacrifício ao infinito pela continuada lei da ação e reação.

     O que ganhamos com o conceito de nacionalidade? Absolutamente nada, ser brasileiro, francês ou americano de nada nos serve a não ser o desejo de nos apropriamos dos esforços de outrem pela submissão das nações mais fracas ao interesse das mais fortes com a distribuição diferenciada das riquezas em proveito como sempre dos poderosos, agravado pelo fato de obrigatoriamente gerar discriminações entre os povos que é um contraponto à indiscutível vocação política do ser humano, política no sentido de que o homem lança-se sempre em direção ao outro, sempre na literatura e nas artes em geral sonhou-se uma unidade entre os povos e muito pouco se caminhou nesta direção infelizmente, não seria a hora de somarmos esforços para que isso se concretizasse? Penso que no mínimo é nossa obrigação pensarmos em um mundo sem fronteiras.


     Longe de mim ter alguma pretensão de ter a verdade sobre o tema, apenas penso desta maneira e me obrigo a partilhar com vocês essas ideias para que juntos possamos amadurecer um caminho que seja de paz para a humanidade onde o homem crescerá em direção ao ilimitado e eterno o que é um desejo que percebo muito forte em quase todas as pessoas com quem convivo.  

domingo, 5 de fevereiro de 2017

É Tempo de Repensar o Homem e suas Relações.

     Repensar o sistema educacional que é hoje uma estrutura arcaica destinada a colocar as pessoas nos trilhos da observância cega aos preceitos pré-definidos, sua cartilha é encaixá-las como instrumento útil a serviço de minorias, é preciso zerar e recomeçar o processo de educar este deve oferecer dúvidas e não certezas, para que assim cresçam pessoas inovadoras por sua capacidade de ver alternativas e fazer escolhas, pois o homem é a sua capacidade de optar.

     Repensar o modelo econômico estruturado na obtenção e manutenção de privilégios a qualquer preço sempre calcados na escravidão da multidão dos que são historicamente mantidos como menos iguais, os pensamentos falsos tipo tradição família e propriedade são usados como amparo de direito à expropriação do que é de todos por alguns, o novo rumo deve apontar para a vida digna, pelo direito à produção global da humanidade e a partilha mínima de todo ser humano, somos todos sem discriminação herdeiros do trabalho da humanidade enquanto não implantarmos o sistema que a isso contemple estaremos sujeitos ao permanente estado de guerra tanto individual como coletivamente quando o destino do homem deveria ser a paz.

     Repensar o sistema político em que a democracia representativa é apenas um artifício para o eficaz exercício do poder por forças econômicas amparadas no poderio militar, a vontade do povo exercida pelo voto apenas modernizou os curais eleitorais e nunca se votou tão de cabresto como hoje graças a análise científica e a criação e manipulação do desejo no homem, tão somente como já definia Rousseau a democracia direta pode funcionar para o benefício do homem e a base desta só pode ser estabelecida por contratos realizados a cada momento na direção do bem comum dos contratantes.                  
    
     Repensar o trabalho que hoje se concentra em produzir supérfluos objetivando apenas manter um nível alto de ocupação com o intuito de alienar o homem conduzindo-o inexoravelmente à depressão e trazendo muito pouco acréscimo à sociedade humana como um todo, substituição deste por um trabalho criativo focado em melhorias para a humanidade tanto tecnológicas como artísticas e filosóficas que engrandeça o homem conduzindo-o a felicidade e ao prazer da vida, romper o antigo paradigma da ocupação pelo novo do valor agregado ao homem.

     Sim, repensar as nações indefensáveis como organizações comunitárias tanto na determinação geográfica como cultural, pois foram constituídas pelas forças das armas tanto os territórios conquistados como os seres humanos agregados, fronteira é uma grande mentira destinada apenas a compor exércitos e criar governos com a finalidade de gerar castas de exploração do trabalho da maioria, as nações não existem são apenas uma estória inventada para tirar a liberdade do homem.

     Repensar o existir que na verdade para a grande maioria é pura ilusão, fantasia de quem não sabe o que faz nem o porquê e muito menos o para que, não que seja fácil compreendermo-nos, necessitamos das ferramentas para fazê-lo, a humanidade já as obteve e as suprime da maioria por um exigido movimento permanente em direção ao nada, necessitamos urgentemente recuperar o preocupar-se consigo e assim abrir a oportunidade do encontro do eu integral isto é a felicidade.