A
resposta é óbvia nenhuma, não que não tenham convivido comigo pessoas que tanto
gostei é foram felizes, apenas porque sei que por mais que me dedique a torna-las
felizes, tão somente elas têm este poder.
Por
outro lado, se me perguntarem se posso me fazer feliz, a resposta é imediata, sim
porque ser feliz é uma capacidade só minha, não preciso de ninguém para tal e
também o outro é incapaz de trazer felicidade, não que isto signifique uma deficiência
dele, mas sim porque a felicidade é uma conquista pessoal.
Estas
constatações acima em nada invalidam nossa vocação lançada em direção ao outro,
apenas reforçam que resolvendo a questão da felicidade comigo mesmo vou poder contribuir
com o outro na qualidade da relação.
O outro
não é o instrumento da nossa felicidade, nem nós somos o instrumento da
felicidade dele; porém a convivência de duas pessoas felizes é talvez o que
possamos definir como o paraíso na terra, haverá harmonia, haverá esperança,
haverá crescimento de ambos.
Sempre
que nos dedicarmos a sermos felizes estaremos levando condições especiais de o
outro desenvolver também a felicidade por si próprio.
Ao contrário
se colocarmos foco em fazer o outro feliz estaremos criando condições de destruirmos
a relação, só duas pessoas felizes podem gerar um crescimento saudável na
relação.
Pessoas
livres e soberanas de si mesmo são capazes de dar o melhor ao outro sem
dependência nem cobrança, quando falta esta qualificação criamos um jogo de poder,
alternando entre as partes submissão e dominação.
Precisamos
do outro, sim é uma vocação humana ir ao encontro do outro, o que não significa
criar dependência, subordinação e muito menos dominação, sempre que optarmos
por fazer o que nos faz feliz, estamos dando o nosso melhor para quem
convivemos.
Em síntese
querer o outro feliz é lutar com todas as forças para ser feliz, e como é lindo
cruzarmos na vida com companheiros que nos iluminam por serem felizes.
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