Repensar
o sistema político onde a democracia representativa é apenas um artifício para
o eficaz exercício do poder por forças econômicas amparadas no poderio militar,
a vontade do povo exercida pelo voto apenas modernizou os curais eleitorais e
nunca se votou tão de cabresto como hoje graças à análise científica e a
criação e manipulação do desejo no homem, tão somente como já definia Rousseau
a democracia direta pode funcionar para o benefício do homem e a base desta só
pode ser estabelecida por contratos realizados a cada momento na direção do bem
comum dos contratantes.
O marketing político é a mola propulsora
das vitórias eleitorais e quando falamos nele não estamos apenas nos referindo
a uma venda de falsas imagens de felicidade para uma determinada população,
estamos falando em ações premeditadas de agentes econômicos gerando crises ou
falsos sucessos econômicos, estamos falando de movimentos propositalmente recessivos
ou progressivos com aumento ou diminuição de dificuldades para a vida em geral
com o fim específico de desestabilizar ou fortalecer um determinado grupo.
O resultado do processo dito democrático é
sempre uma ruptura entre a sociedade que vota e a que é a gerada pelo resultado
do voto, não há um contrato entre as partes, após a eleição ocorre o imediato
divórcio entre o votado e o votante onde o primeiro é conduzido a trabalhar em
prol dos interesses de quem explora o segundo, por uma simples questão de
sobrevivência, neste limbo social que é o conjunto dos políticos.
Estabelecer a democracia de praça pública
espaço este definido por qualquer local físico ou virtual onde partes
interessadas possam contratar acordos para executar e vivenciar processos
específicos por tempo determinado tão somente enquanto persistir o interesse
comum é como vejo o contrato social a conduzir o caminhar lado a lado de seres
humanos livres, sem representantes, sem mecanismos jurídicos, sem mecanismos
repressivos é o caminho político que pode construir a igualdade real a que
sustenta a diversidade em sua unicidade, o homem se unirá, se for este o caso,
por interesses momentaneamente comuns em múltiplos trabalhos.
Não nos parece necessário nenhum tipo de
organismo com suas regras pré-definidas exigindo submissão às mesmas para
adesão, esses mecanismos sempre são totalitários criando senhores e servos logo
incentivando a violência como garantia de sua execução, corrompendo o homem
para o princípio do tirar vantagem em tudo como afirmação da lei do mais forte
físico ou cerebral.
Não é o Homem que é bom ou mau, são os interesses
das organizações que o classifica nestes graus conforme sua utilidade às mesmas
como consequência o fim destas devolverá o ser humano à sua essência que é
realizar-se no ato de existir e assim o fazendo transcenderá na direção dos
outros que ao seu lado e em igualdade também estão.
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