segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

É Tempo de Repensar o Sistema Político

     Repensar o sistema político onde a democracia representativa é apenas um artifício para o eficaz exercício do poder por forças econômicas amparadas no poderio militar, a vontade do povo exercida pelo voto apenas modernizou os curais eleitorais e nunca se votou tão de cabresto como hoje graças à análise científica e a criação e manipulação do desejo no homem, tão somente como já definia Rousseau a democracia direta pode funcionar para o benefício do homem e a base desta só pode ser estabelecida por contratos realizados a cada momento na direção do bem comum dos contratantes.

     O marketing político é a mola propulsora das vitórias eleitorais e quando falamos nele não estamos apenas nos referindo a uma venda de falsas imagens de felicidade para uma determinada população, estamos falando em ações premeditadas de agentes econômicos gerando crises ou falsos sucessos econômicos, estamos falando de movimentos propositalmente recessivos ou progressivos com aumento ou diminuição de dificuldades para a vida em geral com o fim específico de desestabilizar ou fortalecer um determinado grupo.

     O resultado do processo dito democrático é sempre uma ruptura entre a sociedade que vota e a que é a gerada pelo resultado do voto, não há um contrato entre as partes, após a eleição ocorre o imediato divórcio entre o votado e o votante onde o primeiro é conduzido a trabalhar em prol dos interesses de quem explora o segundo, por uma simples questão de sobrevivência, neste limbo social que é o conjunto dos políticos.

     Estabelecer a democracia de praça pública espaço este definido por qualquer local físico ou virtual onde partes interessadas possam contratar acordos para executar e vivenciar processos específicos por tempo determinado tão somente enquanto persistir o interesse comum é como vejo o contrato social a conduzir o caminhar lado a lado de seres humanos livres, sem representantes, sem mecanismos jurídicos, sem mecanismos repressivos é o caminho político que pode construir a igualdade real a que sustenta a diversidade em sua unicidade, o homem se unirá, se for este o caso, por interesses momentaneamente comuns em múltiplos trabalhos.

     Não nos parece necessário nenhum tipo de organismo com suas regras pré-definidas exigindo submissão às mesmas para adesão, esses mecanismos sempre são totalitários criando senhores e servos logo incentivando a violência como garantia de sua execução, corrompendo o homem para o princípio do tirar vantagem em tudo como afirmação da lei do mais forte físico ou cerebral.

     Não é o Homem que é bom ou mau, são os interesses das organizações que o classifica nestes graus conforme sua utilidade às mesmas como consequência o fim destas devolverá o ser humano à sua essência que é realizar-se no ato de existir e assim o fazendo transcenderá na direção dos outros que ao seu lado e em igualdade também estão.

     Esta dinâmica do movimento permanente onde em paralelo nos associamos em diferentes necessidades com diferentes pessoas resgata a individualidade e provê todos os mecanismos necessários para autossuficiência e maioridade do ser humano, estes diferentes contratos estabelecidos entre as partes têm o tempo contendo força necessária e suficiente de realizar a vocação política social do homem tornando desnecessários organismos legislativos, executivos e judiciários.

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