domingo, 5 de fevereiro de 2017

É Tempo de Repensar o Homem e suas Relações.

     Repensar o sistema educacional que é hoje uma estrutura arcaica destinada a colocar as pessoas nos trilhos da observância cega aos preceitos pré-definidos, sua cartilha é encaixá-las como instrumento útil a serviço de minorias, é preciso zerar e recomeçar o processo de educar este deve oferecer dúvidas e não certezas, para que assim cresçam pessoas inovadoras por sua capacidade de ver alternativas e fazer escolhas, pois o homem é a sua capacidade de optar.

     Repensar o modelo econômico estruturado na obtenção e manutenção de privilégios a qualquer preço sempre calcados na escravidão da multidão dos que são historicamente mantidos como menos iguais, os pensamentos falsos tipo tradição família e propriedade são usados como amparo de direito à expropriação do que é de todos por alguns, o novo rumo deve apontar para a vida digna, pelo direito à produção global da humanidade e a partilha mínima de todo ser humano, somos todos sem discriminação herdeiros do trabalho da humanidade enquanto não implantarmos o sistema que a isso contemple estaremos sujeitos ao permanente estado de guerra tanto individual como coletivamente quando o destino do homem deveria ser a paz.

     Repensar o sistema político em que a democracia representativa é apenas um artifício para o eficaz exercício do poder por forças econômicas amparadas no poderio militar, a vontade do povo exercida pelo voto apenas modernizou os curais eleitorais e nunca se votou tão de cabresto como hoje graças a análise científica e a criação e manipulação do desejo no homem, tão somente como já definia Rousseau a democracia direta pode funcionar para o benefício do homem e a base desta só pode ser estabelecida por contratos realizados a cada momento na direção do bem comum dos contratantes.                  
    
     Repensar o trabalho que hoje se concentra em produzir supérfluos objetivando apenas manter um nível alto de ocupação com o intuito de alienar o homem conduzindo-o inexoravelmente à depressão e trazendo muito pouco acréscimo à sociedade humana como um todo, substituição deste por um trabalho criativo focado em melhorias para a humanidade tanto tecnológicas como artísticas e filosóficas que engrandeça o homem conduzindo-o a felicidade e ao prazer da vida, romper o antigo paradigma da ocupação pelo novo do valor agregado ao homem.

     Sim, repensar as nações indefensáveis como organizações comunitárias tanto na determinação geográfica como cultural, pois foram constituídas pelas forças das armas tanto os territórios conquistados como os seres humanos agregados, fronteira é uma grande mentira destinada apenas a compor exércitos e criar governos com a finalidade de gerar castas de exploração do trabalho da maioria, as nações não existem são apenas uma estória inventada para tirar a liberdade do homem.

     Repensar o existir que na verdade para a grande maioria é pura ilusão, fantasia de quem não sabe o que faz nem o porquê e muito menos o para que, não que seja fácil compreendermo-nos, necessitamos das ferramentas para fazê-lo, a humanidade já as obteve e as suprime da maioria por um exigido movimento permanente em direção ao nada, necessitamos urgentemente recuperar o preocupar-se consigo e assim abrir a oportunidade do encontro do eu integral isto é a felicidade.

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