domingo, 12 de fevereiro de 2017

É Tempo de Repensar o Conceito de Nação

     Sim, repensar as nações indefensáveis como organizações comunitárias tanto na determinação geográfica como cultural, pois foram constituídas pelas forças das armas tanto os territórios conquistados como os seres humanos agregados, fronteira é uma grande mentira destinada apenas a compor exércitos e criar governos com a finalidade de gerar castas de exploração do trabalho da maioria, as nações não existem são apenas uma estória inventada para tirar a liberdade do homem.

     Tem se mostrado extremamente conveniente manipular as populações em torno dos ideais de nacionalidade para os jogos da guerra desde os destinados a aumentar a submissão ao poder constituído internamente quanto os com objetivo de agregar território e riquezas de outros povos, um inimigo externo na maior parte das vezes artificialmente criado sempre propicia o estabelecer de leis de exceção que automaticamente são colocadas a serviço da acumulação de poder e riqueza.

     Uma humanidade amante da paz que rejeite qualquer tipo de discriminação não encontra nenhuma justificativa para separar irmãos por muros físicos ou demarcados por convenções de fronteiras e cabe a esta denunciar a fraude que significa a constituição de nações, toda e qualquer doutrina destinada a separar os homens entre si é apenas reflexo do desejo de poder de poucos, os seres humanos devem ser livres para conviver com quem quiserem no momento e no local que desejarem.

     A nação cobra do homem livre pesados encargos para sustentar instituições que só se justificam devido a esse falso conceito de unidade nacional, retiram-lhe o direito de ir e vir por engenhosos pactos de interesses, lhe é exigido o exercício militar na participação como mão de obra para a guerra e na sustentação de todo um caríssimo equipamento armamentista com suas instalações inúteis o que é no contexto da humanidade como um todo um desperdício inutilmente multiplicado pelo número de nações existentes, onde todas querem estar mais preparadas, melhor armadas que suas concorrentes, com o objetivo de expandir este sacrifício ao infinito pela continuada lei da ação e reação.

     O que ganhamos com o conceito de nacionalidade? Absolutamente nada, ser brasileiro, francês ou americano de nada nos serve a não ser o desejo de nos apropriamos dos esforços de outrem pela submissão das nações mais fracas ao interesse das mais fortes com a distribuição diferenciada das riquezas em proveito como sempre dos poderosos, agravado pelo fato de obrigatoriamente gerar discriminações entre os povos que é um contraponto à indiscutível vocação política do ser humano, política no sentido de que o homem lança-se sempre em direção ao outro, sempre na literatura e nas artes em geral sonhou-se uma unidade entre os povos e muito pouco se caminhou nesta direção infelizmente, não seria a hora de somarmos esforços para que isso se concretizasse? Penso que no mínimo é nossa obrigação pensarmos em um mundo sem fronteiras.


     Longe de mim ter alguma pretensão de ter a verdade sobre o tema, apenas penso desta maneira e me obrigo a partilhar com vocês essas ideias para que juntos possamos amadurecer um caminho que seja de paz para a humanidade onde o homem crescerá em direção ao ilimitado e eterno o que é um desejo que percebo muito forte em quase todas as pessoas com quem convivo.  

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