Sim,
repensar as nações indefensáveis como organizações comunitárias tanto na determinação
geográfica como cultural, pois foram constituídas pelas forças das armas tanto
os territórios conquistados como os seres humanos agregados, fronteira é uma
grande mentira destinada apenas a compor exércitos e criar governos com a
finalidade de gerar castas de exploração do trabalho da maioria, as nações não
existem são apenas uma estória inventada para tirar a liberdade do homem.
Tem se mostrado extremamente conveniente
manipular as populações em torno dos ideais de nacionalidade para os jogos da
guerra desde os destinados a aumentar a submissão ao poder constituído
internamente quanto os com objetivo de agregar território e riquezas de outros
povos, um inimigo externo na maior parte das vezes artificialmente criado
sempre propicia o estabelecer de leis de exceção que automaticamente são
colocadas a serviço da acumulação de poder e riqueza.
Uma humanidade amante da paz que rejeite
qualquer tipo de discriminação não encontra nenhuma justificativa para separar
irmãos por muros físicos ou demarcados por convenções de fronteiras e cabe a
esta denunciar a fraude que significa a constituição de nações, toda e qualquer
doutrina destinada a separar os homens entre si é apenas reflexo do desejo de
poder de poucos, os seres humanos devem ser livres para conviver com quem
quiserem no momento e no local que desejarem.
A nação cobra do homem livre pesados
encargos para sustentar instituições que só se justificam devido a esse falso
conceito de unidade nacional, retiram-lhe o direito de ir e vir por engenhosos
pactos de interesses, lhe é exigido o exercício militar na participação como
mão de obra para a guerra e na sustentação de todo um caríssimo equipamento
armamentista com suas instalações inúteis o que é no contexto da humanidade
como um todo um desperdício inutilmente multiplicado pelo número de nações
existentes, onde todas querem estar mais preparadas, melhor armadas que suas
concorrentes, com o objetivo de expandir este sacrifício ao infinito pela
continuada lei da ação e reação.
O que ganhamos com o conceito de
nacionalidade? Absolutamente nada, ser brasileiro, francês ou americano de nada
nos serve a não ser o desejo de nos apropriamos dos esforços de outrem pela
submissão das nações mais fracas ao interesse das mais fortes com a
distribuição diferenciada das riquezas em proveito como sempre dos poderosos,
agravado pelo fato de obrigatoriamente gerar discriminações entre os povos que
é um contraponto à indiscutível vocação política do ser humano, política no
sentido de que o homem lança-se sempre em direção ao outro, sempre na
literatura e nas artes em geral sonhou-se uma unidade entre os povos e muito
pouco se caminhou nesta direção infelizmente, não seria a hora de somarmos
esforços para que isso se concretizasse? Penso que no mínimo é nossa obrigação
pensarmos em um mundo sem fronteiras.
Longe de mim ter alguma pretensão de ter a
verdade sobre o tema, apenas penso desta maneira e me obrigo a partilhar com
vocês essas ideias para que juntos possamos amadurecer um caminho que seja de
paz para a humanidade onde o homem crescerá em direção ao ilimitado e eterno o
que é um desejo que percebo muito forte em quase todas as pessoas com quem
convivo.
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