Repensar o sistema educacional que é hoje
uma estrutura arcaica destinada a colocar as pessoas nos trilhos da observância
cega aos preceitos pré-definidos, sua cartilha é encaixá-las como instrumento
útil a serviço de minorias, é preciso zerar e recomeçar o processo de educar, este
deve oferecer dúvidas e não certezas, para que assim cresçam pessoas inovadoras
por sua capacidade de ver alternativas e fazer escolhas, pois o homem é a sua
capacidade de optar.
Todos os aplausos à maioria dos
professores pelo incansável esforço de educar cuja dedicação dentro das
limitações propostas pela sociedade é inquestionável, nossos protestos estão
dirigidos ao modelo adotado pelo sistema que é dirigido inteiramente a absorver
conteúdos, ora um espirito crítico o saberá bem utilizá-los acessando-os no
momento que assim for necessário, já os mesmos acumulados em continuados
esforços de memorização com objetivo apenas de obter os graus necessários
durante dezenas de anos de nada servirão a não ser como referência para um discurso
vazio.
Quando falamos em educar deveríamos estar
falando em preparar para vida nunca em aparelhar um ser humano para encaixá-lo
na máquina existente de produção, os resultados do projeto educacional estão
escancarados na mediocridade de nossas empresas incapazes de inovar convivendo
com altos índices de desperdício e autoritarismo, a primeira punhalada na
criatividade ocorre na família em sequência o pouco desta que sobra é destruída
na escola e por fim o sistema produtivo encarrega-se de enterrá-la em
definitivo, o que nos conduz a esta mesmice do avanço tecnológico orientado a
reconstruir o já feito apenas colocando uma nova cara sem nunca realmente
trazer o novo.
Ensinar uma tabuada em sua sequência matemática
decorada é abrir mão em definitivo de que se aprenda a raciocinar, exigir que
um aluno em uma prova repita conceitos memorizados é desistir do espírito de
busca, repetir os mesmos ensinamentos para jovens diferenciados em seus
talentos é simplesmente esculpir muitos robôs em tudo iguais destinados a serem
futuras pequenas peças de uma grande máquina e nunca permitir que apareça em
cada um o homem com sua potência ao infinito e a eternidade.
O que me parece enormemente doentio é
jogarmos toneladas de verdades, falsas verdades por sinal que só são vistas como
tal pelo falsete das inumeráveis repetições creditando-as como verdadeiras,
desfigurando a própria definição de ser humano que é a capacidade de visualizar
vários caminhos e continuamente optar pelo mais adequado ao seu momento, para
nomearmos um processo como educacional os seus caminhos na totalidade devem
permitir visualizar o leque mais amplo possível de alternativas e desenvolver o
espírito crítico habilitando a educação à escolha e seu consequente aprendizado
pela análise das consequências destas escolhas para si, para os outros e para a
natureza.
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