quarta-feira, 1 de março de 2017

É Tempo de Repensar o Modelo Econômico

     Repensar o modelo econômico estruturado na obtenção e manutenção de privilégios a qualquer preço, sempre calcados na escravidão da multidão dos que são historicamente mantidos como menos iguais, os pensamentos falsos tipo tradição família e propriedade são usados como amparo de direito à expropriação do que é de todos por alguns, o novo rumo deve apontar para a vida digna, pelo direito à produção global da humanidade e a partilha mínima de todo ser humano, somos todos sem discriminação herdeiros do trabalho da humanidade enquanto não implantarmos o sistema que a isso contemple estaremos sujeitos ao permanente estado de guerra tanto individual como coletivamente quando o destino do homem deveria ser a paz.

     A teoria de que o mercado ajusta os preços aos níveis mais baixos devido à livre concorrência melhorando a vida da população é desmentida a cada dia, o que constatamos é um processo concentrador de riqueza com o estabelecimento continuado de empresas hegemônicas mundiais via aquisição/fusão de empresas concorrentes, esses novos conglomerados com seu enorme poder de pressão intervêm via tecnologia de manipulação das massas no mundo todo, sua utilização da mídia e das instituições políticas corrompidas na sociedade incentiva à batalha individual, apelidada de competitividade e de meritocracia, e às guerras localizadas em diversos pontos do planeta pelo controle estratégico das riquezas e das populações.

     Uma teoria econômica que esteja a serviço do homem, da relação justa entre os seres humanos e da harmônica convivência com a natureza deve ser construída pela humanidade, um dos seus pilares deverá ser a distribuição equilibrada do produto global obtido pelo trabalho do homem e das máquinas originadas do avanço tecnológico, homens com suas necessidades básicas saciadas terão condições de investir em seu crescimento pessoal e colocá-lo a serviço de todos utilizando o melhor de suas habilidades.

     Romper a deliberada produção de bens datados em sua validade, logo natimortos por definição, com objetivo de gerar consumo e trabalho desnecessário apenas para movimentar e acumular riqueza é outra preocupação a ser incluída nestes estudos para desonerar o ser humano e a natureza do fator predador que este uso equivocado dos meios de produção acarreta.

     Construir uma cadeia de reaproveitamento de todos os esforços já realizados ampliando o uso de seus resultados tanto no tempo como na quantidade de usuários é fortemente recomendado para evitar o desperdício liberando-nos para o lazer e o investimento no nosso crescimento pessoal e a consequente ampliação global dos índices positivos de saúde físico/mental.

     O trabalho voluntário é compensado pelo próprio resultado tornando-se desnecessários enormes desperdícios de esforço para controle, hoje nosso esforço na vigilância do correto executar de tarefas por terceiros nos penaliza duas vezes primeiro a desvinculação deste com o objeto fim em segundo o tempo despendido pelo fiscalizado em ludibriar os controles e curtir sua insatisfação, urge estudarmos melhor as questões econômicas do trabalho cooperativo e voluntário como um caminho a ser percorrido na economia do futuro.

     Uma doutrina econômica que em sua execução garanta a todos os humanos um padrão de vida digno, sua saúde e sua educação independente da execução de um trabalho combaterá de imediato a criminalidade eliminando grandes esforços para controlar benefícios sociais e de policiamento, bem como transformará o modelo das organizações onde se trabalhe voluntariamente evitando os desperdícios e aumentando a qualificação em criatividade e inovação logo teremos mais realização pessoal e uma sociedade dirigida ao consumo responsável. 

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