Que raros segredos tem a sensível pele,
Fugindo do alimento que só vem do sol,
Todo pequeno frio vira um a congele,
Cada gota de chuva vem como um lençol.
Não é que repetidamente não me tente,
Apenas me fogem as oportunidades,
Mais me cativa sempre uma cama dormente,
De meu pensar fogem mover-se nas cidades.
Preciso da companhia muda, inocente,
Para completa preencher e me acolher,
Em cada passo de vida dado a mim mente,
Brincando comigo força a me recolher.
Chamado a viver aparece a cada instante,
Reprova-me permanente este pensamento,
Mesmo assim perto feito nulo delirante,
Sempre preciso arriscar novo passatempo.
Perdi de mim o saber controlar das rédeas,
Mesmo sabedor de que delas não preciso,
Querendo muito ter para evitar tragédias,
Tornar-me cada vez mais meu dono eu preciso.
Como ajudar-me nesta fantástica lida,
Quando não conhecemos de onde sua origem,
Infelizmente no vácuo eterno, perdida,
Buraco negro desanda pura fuligem.
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