Não se engane
estamos sempre em guerra, assim move-se a humanidade em relações de violência
explicita ou não a nos defrontarmo-nos uns com os outros, pode ser o assalto na
esquina, pode ser a opressão na disputa da mais valia ou até então a força dos tanques
a submeter às pessoas com a violência exposta.
Pessoalmente me
assusta mais a opressão manifesta na cadeia de interdições a liberdade do homem
que nos esforçamos em criar, submetendo-o em uma falsa democracia que nada mais
é que oficializar uma maneira de tirar direitos dos outros os explorando ao seu
próprio beneficio que se sustenta em um falso e desrespeitoso direito do outro.
A manipulação
sistemática e maquiavélica de um pseudoconsenso é uma guerra real onde todas as
vantagens são usufruídas pelos mesmos de sempre interessados na má distribuição
da renda utilizando feitores iludidos pela possibilidade de estabelecerem-se na
parte alta da pirâmide social.
Sempre que
criamos uma escadinha de ascensão social estamos estabelecendo ombros a nos
sustentarem, quando todos conhecem a lei mais antiga a que foi condenado o
homem que é a de ganhar o pão com o suor do seu rosto e não dos seus irmãos,
confunde-se mal intencionadamente o trabalho cooperativo de juntos partilharmos
o resultado do nosso labor com uma meritocracia que nada mais é do que a lei do
mais esperto a justificar desigualdades impostas sempre em seu principio pela
violência da usurpação.
Ninguém pode
esconder mais a verdade temos sim produzido riqueza suficiente para todos
viverem muito bem, as mal intencionadas teorias da escassez se mostraram falsas
e podemos ver claramente que a falta é provocada por estoques desnecessários com
motivação baseada em conceitos de acumulação por parte de alguns do que nunca
vão conseguir usufruir em detrimento de muitos que tem insuficiência.
A questão do
Justo é uma questão tão mal resolvida como qualquer outra, pois é construído á
partir de interesse infelizmente não voltado para humanidade e sim para o
consumo individual, justas tão somente o são as atitudes dirigidas ao bem comum
independente de estarem ao não amparadas na moral atual que foi construída
sobre conceitos opressores.
Estamos frente a
frente a um grande desafio desconstruir esta farsa que define o homem bom e o
mau no intuito de conceituarmos um homem inteiro em relação de fraternidade com
seus iguais, neste caminho temos tudo ainda por fazer temos que reaprender
relações iguais entre os seres vivos e a natureza, baseadas em qualidade de
vida e nunca em acumulações desnecessárias de riquezas supérfluas.
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