Brincar de eleger
presidente para que? Quando se sabe que manipulam informação criando ficção ao
sabor do interesse dos donos do circo e quando não se obtém os resultados
esperados troca-se o mesmo por outro mais domesticado senão pelo sofisticado
manipular das leis diretamente pelas forças dos tanques.
Brincar de eleger
representantes legislativos para que? Quando se sabe que á partir da troca de
casta não se representa mais ninguém, tudo que era compromisso em verdade fica
a serviço dos novos interesses que obvio então giram em torno de manter-se no
novo patamar social ao qual foram alçados.
Brincar de
discutir ideologia para que? Quando se sabe todo o ato por mais ignóbil que for
contra o homem, tem milhares de palavras a justifica-lo como oportuno e
necessário ao pretenso bem comum ao qual se destinam, sempre escondendo os
malefícios práticos inegáveis sob a proteção de enfeitadas frases.
Brincar de democracia
para que? Quando se sabe desde Rousseau que a mesma só pode existir com todos
os interessados na mesma praça cara a cara a construir o contrato social que
aos mesmos corresponde, quando a cada dia mais constatamos que a procuração que
assinamos no famoso sistema representativo nada mais é do que uma autorização
para se locupletarem em nosso nome.
Brincar de
patriotismo para que? Quando se sabe que as fronteiras separam homens iguais e
apenas justificam orçamentos militares gigantescos e desnecessários estando a
serviço não da humanidade e sim da guerra cujo único objetivo é a má
distribuição da renda criando a miséria da maioria para acalentar o sonho de
poder de alguns.
Brincar de
trabalhar para que? Quando se sabe que quase tudo que se produz é lixo
destinado a seduzir os incautos que confundem o acumular quinquilharia com
qualidade de vida e apenas obtém como resultado infelicidade pessoal,
desconsideração aos outros e destruição da natureza.
Brincar de
estudar para que? Quando se sabe que todo sistema educacional esta destinado a destruir
a capacidade do pensamento individual submetendo-o aos ditames medíocres da
uniformização do comportamento humano para nos transformar em partes burras de
uma engrenagem.
Repensar o homem
partindo da desconstrução do que nos tem sido impingido como civilizado,
recuperar a autoestima do ser humano pelo autoconhecimento, encontrar caminhos
para livres pensadores conviverem construtivamente em harmonia, desmontar a indústria
do consumo predatório, irresponsável e desenfreado são os grandes desafios do
momento.
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