Apesar do baixo
índice de audiência, o espaço eleitoral, é o ganha-pão do momento de um enorme
grupo de profissionais da indústria do entretenimento trabalha-se muito para
entender o “que” e “de que maneira” as pessoas pretendem ouvir, ver e até sonhar,
busca-se incansavelmente vender a melhor imagem deste produto, nosso futuro representante
eleito, é um terreno onde as estratégias de marketing tem ampla preferência
sobre o campo das ideias.
Este desvirtuar
do “momento do debate das ideias” por “hora de venda da imagem de um candidato”
tem como resultado imediato pós-eleição o recebimento de um “personagem eleito caixa
preta”, que passaremos todo mandado tentando desvendar para entendermos de que
maneira nos ludibriaram, talvez aí esteja à segunda parte do show.
O mais divertido
ainda é o comportamento nas redes sociais da maioria dos famosos apoiadores,
sempre ávidos por divulgar uma gafe dos ditos adversários políticos, mesmo que
falsa ou distorcida, no intuito de rebaixa-los como se estivéssemos em uma
competição onde eliminar o adversário é mais importante do que enaltecer as
virtudes do companheiro, bom admitamos que seja assim que funciona o mundo em
que vivemos.
Não se enganem
gosto muito de debate político e desde que me conheço por gente estive
engajado, o que tenho dificuldade de aceitar é o verdadeiro balcão de compra e
venda que se tornou o episódio eleitoral, podem crer que além de nunca ter
aberto a mão de participar ativamente de todas as lutas nas quais acreditei, as
rodas de café, as mesas de cerveja, os churrascos que participei sempre
descambaram para fortes discussões políticas e ideológicas.
A tão elogiada
usurpação pelo capitalismo das rebeldias transformando-as em objeto de negócio
e consumo chegou ao seu auge ao vender-nos este sistema representativo e seus
mecanismos de manter-nos ocupados acreditando que estamos fazendo escolhas, quando
de fato estamos comprando imagens que nos são oferecidas como redentoras por
especialistas em vendê-las.
Enquanto nos
iludimos e brincamos de avançar em direção a uma sociedade mais justa neste
enorme numero de anos pós-ditadura, a força dos interesses internacionais
desencadeou no que chama de seu quintal uma operação desmonte em apenas dois
anos, fazendo-nos regredir em justiça e distribuição de renda á níveis
inaceitáveis para os tempos de pós-modernidade, nunca se facilitou tanto a
exploração do homem pelo homem como no momento atual em nossa nação.
Não estou
conseguindo aceitar a ideia de que jogando nas regras do jogo possamos como
humanidade em algum momento ganhá-lo, é fácil constatar o que estamos vendo, um
jogo de cartas marcadas com o resultado pré-definido e contrario ao ser humano,
urge encontrarmos outro caminho.
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