Não é preciso para entender ser um gênio,
Separar o espírito calmo do seu entorno,
Ou esperar atônito o próximo decênio,
Livrar a alma de qualquer externo suborno.
Furiosos cercados no ar tempestuoso,
Despreparados entregues no desalento,
Mostram sinais de tempo novo impetuoso,
Onde seres humanos não encontram alento.
Triste tal construção é de nossos iguais,
Nem culpa nós podemos jogar ao vento,
Sendo toda obra assinada por nós os tais,
Por nosso esforço gera e resulta este tento.
Combinado está que ao olhar na própria carne,
Acha chance de bom caminho desvendar,
Não fora, mas interno seu labor encarne,
Para humana felicidade encomendar.
Consciente realidade em desalento,
Que não é sinônimo de desesperança,
Consigo a ver chegar ao melhor intento,
Humanidade feliz completar a dança.
Luz da ruptura todo dia se aproxima,
Percebe-se agora nos queima todos dedos,
Aponta tempos de nunca mais Hiroxima,
Pondo completo fim a todos nossos medos.
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