quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Contraponto ao Caos, Sonho e Poesia.

 

               Só não somos imortais devido a vocação explicita do universo ao caos, sendo este tanto responsável por nossa existência quanto por sua finitude, sonho e poesia são sim seu contraponto na busca da imortalidade.

 

               Ao contrário da maioria que vê no sonho e na poesia irrealidade e fantasia, sou um dos que acreditam que de fato são a vida, organizam-nos na busca da imortalidade em luta constante contra o caos.

 

               São contrapontos poderosos, tanto caos como sonho e poesia, pois tudo a ambos é permitido não existem barreiras para seus propósitos além do próprio confronto e talvez este justo combate seja a própria definição de vida.

 

               O caos é poderoso, científico, quase inabalável, tanto é que nos gerou em seu seio, também nós armados do sonho e poesia, somos os filhos rebeldes a desafiá-lo, capazes também de gerar.

 

               A capacidade de criar é o poder de ambos, exercê-lo infinitamente é a vocação do caos, de nossa parte precisamos lutar contra nós mesmos, momento a momento, nos recriando para a imortalidade.

 

               Em nenhum instante temos o direito de permitir que a desorganização nos arrebate, cada novo sonho realizado nos enche de vida, cada nova poesia feita em seus diferentes canais de expressão é uma vitória gigantesca contra a morte.   

 

               Fomos feitos pelo acaso, porém com vocação para a vida infinita, e cabe tão somente a nós exercê-la, esta vocação para o infinito sempre dirigida a abraçar o outro nosso igual, é o nosso bem maior.

 

               Unos somos poderosos, andando lado a lado em cooperação mais ainda, à medida que o sonho e poesia nos libertam da tendencia ao finito nossas possibilidades ampliam e poderemos realizar a fusão perfeita entre corpo e espirito.

 

               Diferente dos profetas da competição e do consumo que só trazem destruição, seremos os profetas do sonho e poesia que nos trazem vida prazerosa e eterna.

 

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Nenhum Direito a Divulgar Informações Falsas.

 

               Não se iluda, produzir ou reproduzir noticias falsas, não é uma liberdade individual, nada nem ninguém pode lhe dar este direito e sempre que não tenhas condições de comprová-las sendo sua ou de terceiros, estais lesando seres humanos.

 

               Por traz da divulgação de uma notícia, sempre a uma intenção e no caso específico da notícia falsa o seu dolo deve ser multiplicado pela amplitude do seu público, o que o torna réu frente a comunidade humana.

 

                As grandes mídias já são responsáveis por uma repetitiva desinformação da sociedade, atiçando as pessoas com exóticas informações, este é um processo de alienação do ser humano, seu objetivo é apenas o lucro e a condução da opinião pública.

 

               Hoje, os grandes patrocinadores financeiros do mercado, jogam muito dinheiro em ‘influenciadores’, na busca deste dinheiro estes estão fazendo qualquer coisa para cumprirem os objetivos de seus chefes.

 

               O ‘influenciador’ como qualquer executivo está em cima do muro, pressionado pelos patrões e seu público, tem obrigação de agradar quem o ouve para ampliar sua audiência e assim poder garantir as metas do seu chefe.

 

               Estamos sim, como sociedade, muito vulneráveis a projetos socioeconômicos do topo da pirâmide, que por sinal não são indivíduos livres e sim executivos de elite de um movimento de escravidão amplo dos seres humanos.

 

               Hoje quando se fala em autonomia da inteligência artificial, e uma possível rebelião ao ser humano, estamos esquecendo que isso já existe no mundo globalizado, um mecanismo muito mais poderoso, sim, pois tem a engenhosidade do nosso pensamento a atuar como um todo sobre cada um de nós.

 

               Infelizmente, além dá denuncia, estamos completamente perdidos em relação ao caminho para sanar esta doença que nos devora por dentro, urge sim buscarmos uma solução para este dilema e encontrar o caminho da liberdade.

 

               Esta é uma missão de cada um e de todos, libertarmo-nos da escravidão para podermos viver em plenitude e gozo, que é nosso direito primordial. O triste mundo de guerras e desesperança não está aí por acaso.

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Relações Humanas - Os Conflitantes Caminhos.

               Imagine, você de um lado eu do outro lado em frente a você. Para começar de instante a instante para cada um de nós a vida nos oferece múltiplos caminhos, estamos sempre decidindo cada um do seu lado, por certo em algum momento caminhamos juntos, em outros nos cruzamos.

 

               Vamos ampliar esta complexidade, pois frente a mim e a você aparecem outras tantas pessoas, cada qual como nós a escolher e seguir momento a momento seu caminho, isto torna infinitas as possibilidades de uniões ou colisões de rotas.

 

               Avançamos um pouco mais à medida que nos defrontamos, estamos usando a especulação dos diversos caminhos do outro, com o intuito de nos conhecermos e escolhermos no momento nosso caminho.

 

               Obviamente que nos conhecemos muito pouco para saber qual o melhor caminho a escolher, menos ainda conhecemos o outro para sequer imaginar qual o caminho que ele vai tomar.

 

               Também bem o sabemos, à medida que escolhemos e seguimos um caminho, inúmeras outras novas encruzilhadas nos serão oferecidas, ou seja, nunca estaremos isentos a incerteza.

 

               Novamente lembro que tudo isto é multiplicado pela quantidade de encontros que a vida nos oferece, sendo que todos interferem uns aos outros nos fazendo funcionar como uma montanha russa de emoções.

 

               Sempre que não matamos nosso espirito critico, nossa ambição por liberdade pessoal, nossa gana de viver a melhor vida, é assim que vejo as relações humanas.

 

               Sim, esta permanente incerteza sobre o futuro, é o que nos torna ‘Unos’ no presente e está muito claro que tão somente o presente existe, complementando ainda podemos dizer que o passado em nada pode nos ajudar.

 

               Vamos lá, o passado é uma ficção para nós mesmos o criamos conforme nossos mecanismos de defesa, o futuro nem ficção é apenas um buraco negro de incertezas, sobrou o presente que é o confronto entre o eu e o outro. 

quinta-feira, 15 de agosto de 2024

Preciso de Informações, Sim; Confio nas Informações, não.

               Questão básica de formação pessoal a busca de informação, passa hoje por um sério problema de confiabilidade, os mecanismos que a distribuem têm dono sim, e dono que tem pensamentos próprios e muito conhecimento de nós.    

 

               Com a globalização, o que era uma construção apenas dos sentidos do ser humano passou a ser um processo extremamente complexo, do contato direto passamos a depender de uma complexa rede de distribuição de informações.  

 

               Tem muita importância na vida de cada ser humano a informação, pois ela constrói a rede de ideias que cada um de nós temos, obvio que as informações captadas no contato direto com nossos sentidos são as mais importantes, porém o sofisticado sistema de influencias do mundo globalizado é um processo maléfico de domínio.

 

               Ninguém pode negar que os meios de comunicação têm donos, assim como os sites web, como os mecanismos de busca, como a dita Inteligência Artificial, e não somos ingênuos para negar que estes mecanismos trabalham para a ideia de seus donos.

 

               Por outro lado, nunca fomos tão vulneráveis ao interminável processo de obtenção de informações a nosso respeito, jogados no mundo globalizados somos consumidos em cada passo dado, a esta coleta de informações a nosso respeito, imoral, mas utilizada por todos os mecanismos referidos acima.

 

               Os grandes bancos de dados nos classificam em diferentes perfis, sempre conforme a necessidade de induzir-nos a submissão do proprietário do mecanismo de informação e assim tentando com informação não confiável exercer domínio sobre nós.

 

               Continuamos necessitando de informação, logo vamos acionar todos os mecanismos existentes para nos ajudar nos posicionamentos que vamos manifestar, contudo, toda a informação recebida deve ser submetida ao nosso senso crítico avaliando as suas nuances de má fé e assim obtermos a informação a mais próxima da realidade.

 

               Toda informação obtida nos ajuda na construção do ser humano único que cada um de nós é, devemos rejeitar qualquer tentativa de produção de seres humanos em série a serviço de causas pessoais de egos pervertidos pelo poder. 

domingo, 12 de maio de 2024

Tela Branca e a Vida Entrelaçadas

 

               A experiencia de assistir um filme, frente a frente com a tela branca, recolhido a intimidade da sala de cinema expande em qualidade nossa vida, pouco antes de todo este desastre que vivemos aqui no Sul, tive o privilégio de ver na sala redenção o nosso Verdes Anos, dos brilhantes diretores gaúchos Gerbase e Giba.

 

               Falar do filme é completamente desnecessário por sua qualidade já afirmada pelo público e por todo o pessoal ligado ao cinema, saliento apenas que neste momento quarenta anos após o seu lançamento continua mexendo com o público gerando satisfação e prazer.

 

               Sempre gosto de realçar que existe um filme para cada expectador, pois vivemos um processo de imersão ao mesmo à partir do seu conjunto individual de experiências de vida, pois então quis escrever este texto mostrando como misturam-se minha vida e o filme.

 

               Existe no mesmo algumas cenas dedicadas ao amor de um estudante por uma professora (Aparentemente procurada como terrorista pela ditadura), todas as cenas mostram características fortes de vontade e impossibilidades.

 

               Cheguei no ponto que queria, viver estas cenas assistindo o filme reviveram cantos da minha memória pessoal nos anos setenta no final da adolescência, e a isto chamo de entrelaçamento da vida com o filme, por óbvio como falei acima é diferente para cada um de nós.

 

               Também ali, houve vontades e impossibilidades, era uma época em que estava completamento envolvido pela militância no repudio á ditadura e na busca da libertação, minhas memórias retornaram e junto delas pessoas muito queridas á época.

 

               Aparece em minha frente a casa da Glória, residência dos maristas que tive oportunidade de frequentar em muitas oportunidades, que me ajudou com os muitos livros que me foram emprestados, impossíveis de serem obtidos fora dali.

 

               Também nesta casa conheci o saudoso irmão Antônio Cechin, que só por sua obra com os catadores e papeleiros da região metropolitana, que lhe causou duas prisões na época, seu trabalho humanitário é digno de um santo de um herói, também lá tive amigos que foram para ronda alta participar do núcleo inicial do MST.

 

               Mas o que queria lhes dizer é sobre a Ipirela, codinome por certo, que foi a lembrança a desencadear todas as outras, era Ipirela por ser alta e bela como a estrela dos comerciais dos postos Ipiranga, com quem vivi na época uma relação de mistério e afeto, similar ao do filme, vivemos o que podíamos sem nenhuma pergunta, e assim o foi até o dia que ela simplesmente desapareceu sendo alocada á um ponto mais seguro, provavelmente em outro país.               

O Criador Escravo da Criatura – Guerras.

 

               Desde que o homem traçou o primeiro traço no chão, montou a primeira divisória, e disse ‘Daqui para cá é meu’, estamos em guerra, onde ninguém ganha, a humanidade perde, mas por traz deste traço há um combate maior contra a natureza e em tal guerra todos percebemos a cada dia o gosto da inevitável derrota.

 

               Esta criatura que geramos em ideias traz um conjunto suficientemente fortes a justificar esta insanidade que são as agressões entre nós mesmos e contra a natureza, e infelizmente de bom grado muitos de nós criadores nos submetemos á criatura sujando nossas mãos de sangue direta ou indiretamente.

 

               É tempo de repensarmos a criatura, quaisquer ideias que defendem a propriedade e com isso o direito de pessoas e nações agredirem outras pessoas e nações, devem ser de imediato combatidas e expurgadas.

 

               Não há verdade fora da convivência pacifica entre os homens entre si e a humanidade com a natureza, tudo que nega isso é uma grande mentira que mata humanos e seres vivos em geral.

 

               Não é justo nem correto, em nome de uma falsa liberdade individual, aceitarmos que este tipo de pensamento prolifere, a análise critica das ideias é um bom combate e deve ser uma luta de toda a humanidade.

 

               As agressões por pessoas, organizações as mais diversas e nações deve ser alvo de uma tolerância zero, buscar libertar o criador da escravidão da criatura deve impulsionar toda a nossa criatividade como seres humanos.

 

               Vamos juntar nossos esforços para evangelizar nossos irmãos humanos na conquista da harmonia entre nós homens e a paz universal, nosso compromisso deve ser em esclarecer os seres humanos da debilidade das ideias que defendem agressões.

 

               Em hipótese nenhuma podemos aceitar nossa impunidade nas milhares de mortes nas disputas Palestinos x Israel e Rússia x Ucrania e muito menos nas ocorridas em desastres climáticos como o atual no Rio Grande do Sul.

 

               Devemos sim assumir a culpa e nos engajarmos na grande batalha de corrigirmo-nos para que um futuro melhor se anuncie.                

sábado, 13 de abril de 2024

O Criador Escravo da Criatura.

 

               Aí está a história que a humanidade escreve nestes milhares de anos, criou seu sistema de ideias chamado civilização, que hoje em tempos de exponencial velocidade, transformou-nos todos em escravos deste conjunto fictício de verdades.

 

               Fomos sim agregando dia a dia, simples ideias por nós apelidadas de verdades, e submetemos todos os seres humanos a obedece-las como o escravo obedece a seu presumido proprietário, esta nossa criação nos escravizou.

 

               Muitos de nós buscam libertar-se deste monstro por nós criados, mas toda uma construção autoritária de sociedade tem seu trabalho para submeter-nos exercendo seu poder desde antes do nosso nascimento até a morte.

 

               O tão famoso livre arbítrio já é hoje questionado por muitos cientistas que conseguem enxergar que por traz de cada uma de nossas decisões passam milhares de situações das quais não temos nenhum controle.

 

               Porque tudo isso é importante? Primeiro porque queremos sim ser seres humanos em plenitude, e para tanto precisamos ser livres e donos de nosso destino, em outras palavras temos que quebrar o autoritário projeto que é destinado a nós todos.

 

               Não vamos nos enganar, hoje isso é extremamente complexo, observem que todo este sistema está criando em grandes quantidades seres humanos que adotam verdades como questão de fé e se submetem a ser escravos deste é por que está dito que é.

 

               As estruturas de manipulação social estão tão bem construídas a ponto de construírem maiorias, que como tão bem sabemos só interessa aos medíocres e são ponto forte de involução da sociedade como um todo.

 

               Não nos resta opção que não seja quebrar a espinha dorsal do sistema, ou seja combater ao projeto de construir submissão desde o inicio de nossa vida, ou seja ainda no ventre materno.

 

               Conhecimento é descoberta, nunca imposição de informação, todas as nossas histórias estão construídas sobre o impor informação e não propiciar conhecimento, está aí neste patamar o bom combate.