Sim como
guerrilheiro Tupamaro, sim como preso da ditadura uruguaia, sim como presidente
do Uruguay, sim como líder politico mundial, suas opiniões sempre tiveram coerência
com sua vida.
Sua
trajetória é um contraste maravilhoso para um mundo de palavras vendidas para
interesses obscuros, no qual a incoerência entre o dito e o vivido é a pauta do
dia a dia.
Confesso,
estou muito mal acostumado, em todos estes anos vividos pude admirar grandes
homens, não perfeitos, mas com uma gigante coerência entre a vida e o discurso,
Mujica me lembra deste privilégio que pude desfrutar e agora renovar.
Os
mecanismos tão aperfeiçoados nos tempos atuais, a criar celebridades influenciadoras
no mundo globalizado, para as minorias que ainda dispõem de senso crítico não ultrapassam
a checagem mínima entre discurso e vida.
Um verdadeiro
líder nem necessita das palavras, sua vida testemunha um exemplo a ser seguido,
seu discurso é mais uma necessidade nossa para validar nossos conceitos
internos e avançarmos no crescimento como humanos.
Insisto
que não estamos buscando a perfeição, mas sim a coerência, o ser humano tem um
conjunto de talentos que colocados a serviço da humanidade resultam em qualifica-la,
quando falo talentos não falo em medida de valor, falo nos multifacetados seres
que somos.
Quantos
hoje estão submetidos a avalanche de opiniões, ditas por vidas que as negam, na
maior parte das vezes nem próprias são, apenas fruto da sua necessidade de sobressair-se
no mundo do consumo a serviço de quem ganha muito manipulando o desejo das
pessoas.
Assim
como estão sendo criados mecanismo para nos proteger de falsas informações,
deveríamos trabalhar também no sentido de não deixar impunes as ditas opiniões
a serviço da manipulação de seres humanos.
Estamos
em um momento de transição, temos enormes mecanismos de criar opinião publica e
não apreendemos a controla-los, eles nos levam as injustiças sociais, nos levam
a exploração do homem pelo homem e principalmente nos levam a generalização de
conflitos entre pessoas e povos.
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