Nos
vendem a ideia de que estamos todos conectados neste mundo globalizado, de fato
sabemos que sim estamos todos vigiados a serviços dos diversos interesses, a
conexão com o outro é ocasional.
Nossa
interação neste ambiente é quase sempre sujeita a busca de informações a nosso
respeito, não que tenham algum interesse pessoal sobre nós como individuo, mas
para agrupar quantificando caraterísticas dos seres humanos.
Mais do
que um problema do mundo virtual digital é um sinal dos tempos, no dia a dia ao
nos movimentarmos com nosso corpo real também convivemos com inúmeros bons dias,
tudo bem, que na verdade são apenas sinais de gentileza, o que é ótimo, mas não
define qualquer tipo de aproximação ou afeto.
Então os
senhores dos aplicativos nos reúnem em rebanhos, inclusive nos alocando em
vários dos seus rebanhos, que pelo seu tamanho são vendidos aos interessados em
aproveitar nossas forças e fragilidades, tais rebanhos são os famosos “big datas”
hoje explorados pelos algoritmos de Inteligência Artificial.
Mesmo
quando nos conectamos em conversas catalogadas como individuais, via chat, som
ou vídeo sabemos que são as mesmas armazenadas criptografadas ou não e podem
ser utilizadas dependendo tão somente da ética de que as armazena.
Defendo
a ideia que sim que devemos estar conectados, que sim que devemos buscar todas
as oportunidades que a globalização nos oferece, mas como contrapartida
apurarmos nosso espirito crítico e ampliarmos nossos cuidados.
Não vejo
muita diferença entre os riscos que temos no mundo real e virtual, as relações
humanas tem este viés, sempre soubemos que o sucesso ou fracasso nestas é sua
própria definição, elas têm intensidade, qualidade e tempo indefinidas.
Em síntese
não há espaço para ingenuidade de nossa parte, conhecemos o risco de qualquer
conexão, tanto virtual como real, em específico no virtual sabemos que somos
vistos por terceiros, o que cada vez mais acontece no mundo real com a
proliferação de câmeras e escutas.
Vamos
sim em frente ampliar e qualificar nossas conexões tanto no mundo real como no
virtual pois esta é uma das vocações primeiras do ser humano.
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