segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Vida e Morte, duas Faces da mesma Moeda.

 

                Vocação impressionante para prepotência é o que temos como humanos, apesar de sermos um eterno tombar da moeda cujo acaso elege a morte ou a vida, nos aprumamos em orgulhos de beleza, inteligência e poder entre tantos outros fascínios que construímos para nós mesmos como se donos fossemos da humanidade e da natureza.

 

                Nem perto estamos ainda em desvendar o que é viver e já nos alçamos em direitos de propor, recomendar e autoritariamente conduzir outrem as nossas frágeis receitas de bem viver, claro que são apenas distrações da nossa incapacidade de compreendermo-nos, assim renunciando a própria vida.

 

                Estamos construindo estas relações viciadas em influenciar os outros vendendo como verdades, mentiras nas quais fingimos acreditar, tudo em busca de pequenas vantagens que nunca nos irão satisfazer, pois pecam pela raiz que é o competir, na versão brasileira tirar vantagem de tudo, quando deveriam ter como base o colaborar.

 

                Encontrar juntos caminhos, este ato poderoso de descobrir, é talvez a principal vocação a ser despertada em cada um de nós, como desnudarmo-nos desta veste competitiva e consumista e vestirmo-nos do poder criador, parece ser o grande desafio do momento para trocarmos esta humanidade doente por uma sadia.

 

                Não existimos para tão pouco que nos servem estas pequenas vaidades, virar tudo do avesso, rescrever nossa história, a transvaloração dos valores é a pauta do dia e tal esforço exige que nos agrupemos como seres livres dispostos a caminhar juntos.

 

                Dobrar o tempo, construir nosso presente é obra que urge ser consumada e depende do esforço de toda a comunidade humana, chega de nos destruirmos, chega de nos humilharmos, vamos juntos construir o momento da humanidade universal, sem falsos orgulhos e com a humildade de quem sabe que tem tudo a descobrir e muitíssimo a criar no universo.  

 

                Não necessitamos de exércitos, não dependemos de deuses, não nos subjugamos a verdades criadas em ficção, a liberdade e a justiça são os grandes marcos dos possíveis novos tempos, não a utopia dos pós morte, não aos arautos de verdades nunca comprovadas, não ao acreditar por acreditar, e sim há criação do novo homem.           

 

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