terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Jogo do Poder - Sobre o Criatório.

                Apesar das diversas mutações são três os principais personagens do jogo do poder, o autoritário obsessivo pelo poder, o submisso e o rebelde. Para formarmos cada um destes modelos de comportamento temos aperfeiçoado no tempo a organização que chamamos família.

 

                Não se iludam pensando que não goste do conceito de família, gosto e gosto muito, apenas como estrutura foi aparelhada para servir ao jogo do poder, funcionando como criatório de seus principais jogadores.

 

                Todos os experimentos do autoritarismo paternalista são em tal espaço executados, formando o perfil de cada um dos seus membros e influenciando definitivamente no comportamento que os mesmos terão na sociedade em suas diversas atividades desde o lazer até o labor.

 

                Se toco neste tema é pela necessidade de revermos imediatamente o funcionamento do núcleo familiar criando uma estrutura que funcione de maneira colaborativa e com isso desenhando novos perfis mais construtivos capazes de atuar em uma sociedade mais justa e igualitária.

 

                Não temos ilusão de que esta reengenharia não se faz por decreto e por certo tem um bom tempo para realizar-se, mas urge discuti-la, e enfrentar as várias organizações que continuam influenciando às famílias á manterem este modelo autoritário de convivência.

 

                Este é um debate que a sociedade tem evitado de realizar, tem tratado tão somente por leis repressivas moderar o jogo interno de poder, e o que deveríamos mesmo é discutir na base os comportamentos familiares com intuito de ajudar no nascimento de uma nova estrutura familiar mais adequada aos individuas e a sociedade.

 

                Está aí um bom desafio que o mundo poderia enfrentar, reconstruir a sociedade á partir de um novo individuo criado em uma nova família, inevitavelmente se insistirmos em propagar autoritarismo em nossas famílias o estaremos reproduzindo nos governos e em todas as instituições sociais.

 

                Não existe receitas pré-concebidas para esta operação, é um ato de criação, algo que o homem tem vocação e pode exercer desde que haja manifesta vontade de fazê-lo, então nos resta dar o passo inicial e pormo-nos a enfrentar de público o problema.            


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