Apesar
das diversas mutações são três os principais personagens do jogo do poder, o
autoritário obsessivo pelo poder, o submisso e o rebelde. Para formarmos cada
um destes modelos de comportamento temos aperfeiçoado no tempo a organização
que chamamos família.
Não se
iludam pensando que não goste do conceito de família, gosto e gosto muito,
apenas como estrutura foi aparelhada para servir ao jogo do poder, funcionando
como criatório de seus principais jogadores.
Todos
os experimentos do autoritarismo paternalista são em tal espaço executados,
formando o perfil de cada um dos seus membros e influenciando definitivamente
no comportamento que os mesmos terão na sociedade em suas diversas atividades
desde o lazer até o labor.
Se toco
neste tema é pela necessidade de revermos imediatamente o funcionamento do
núcleo familiar criando uma estrutura que funcione de maneira colaborativa e
com isso desenhando novos perfis mais construtivos capazes de atuar em uma
sociedade mais justa e igualitária.
Não
temos ilusão de que esta reengenharia não se faz por decreto e por certo tem um
bom tempo para realizar-se, mas urge discuti-la, e enfrentar as várias
organizações que continuam influenciando às famílias á manterem este modelo
autoritário de convivência.
Este é
um debate que a sociedade tem evitado de realizar, tem tratado tão somente por
leis repressivas moderar o jogo interno de poder, e o que deveríamos mesmo é
discutir na base os comportamentos familiares com intuito de ajudar no
nascimento de uma nova estrutura familiar mais adequada aos individuas e a
sociedade.
Está aí
um bom desafio que o mundo poderia enfrentar, reconstruir a sociedade á partir
de um novo individuo criado em uma nova família, inevitavelmente se insistirmos
em propagar autoritarismo em nossas famílias o estaremos reproduzindo nos
governos e em todas as instituições sociais.
Não
existe receitas pré-concebidas para esta operação, é um ato de criação, algo
que o homem tem vocação e pode exercer desde que haja manifesta vontade de
fazê-lo, então nos resta dar o passo inicial e pormo-nos a enfrentar de público
o problema.
Muy bien mi querido amigo.
ResponderExcluirUn abrazo,
Jorge Izquierdo