domingo, 26 de dezembro de 2021

Jogo do Poder - Sexualidade Antropofágica.

  

Onde erramos? Quando transformamos nosso primeiro passo consciente em busca do prazer, a sexualidade, por que alimentarmo-nos e expelir os resíduos são prazeres que nascem com a vida, em um antropofágico jogo de poder.  

 

Este nosso encontro com a sexualidade lá nos primórdios de nossa infância é um ato claro de vontade e consciência, representa a descoberta de nosso corpo, dos sentidos, e do prazer que nos possa dar e como tal deveria no encontro ao outro servir a construção mutua de felicidade.

 

Cooperar com o outro para buscar o prazer juntos, em suas diferentes formas, respeitando as particularidades de cada um deveria ser um dos principais caminhos via sexualidade de encontrarmos o melhor de nós mesmos.

 

E o que vemos hoje no dia a dia é a transformação do sexo em uma competição pelo poder, as relações cada vez mais se tornam insatisfatórias pois o jogo da submissão exige perdedores e sempre traz para o possível vencedor a sensação de insuficiência o que força mais opressão.

 

Por certo neste momento de êxtase é onde mais aparece nossas inúmeras imperfeições, sim porque o que nos define como humano é o conhecimento continuado de nossas limitações, se o transformamos em uma construção conjunta saímos melhores, mas sempre que competimos, como que em estado de guerra, nos diminuímos todos.

 

Bom, não é difícil de entender, se traçamos para todos os atos de nossa existência a competição e o consumo porque não o faríamos ao exercer nossa sexualidade, infelizmente também ela faz parte do ato de transformarmos nossa existência em um jogo de poder.

 

Então o caminho passa pelo esforço pessoal de reeducação, precisamos nos reposicionar sobre o que é ser humano e principalmente sobre o que é viver como ser humano, o que pode então recuperar nossa vocação primeira que é a de ser prazeroso e feliz, assim o fazendo podemos transformar todas as ações de nossa vida, a sexualidade inclusive, em momentos presentes de intensa satisfação pessoal e comunitária, ou seja o encontro com uma humanidade melhor.

 

A humanidade merece ter mais paz e harmonia, merece encontrar uma vida comunitária mais construtiva e com isso sermos todos seres humanos muito melhores, isso não é uma utopia é na verdade uma vocação.           

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