Onde erramos? Quando
transformamos nosso primeiro passo consciente em busca do prazer, a
sexualidade, por que alimentarmo-nos e expelir os resíduos são prazeres que
nascem com a vida, em um antropofágico jogo de poder.
Este nosso encontro com a
sexualidade lá nos primórdios de nossa infância é um ato claro de vontade e
consciência, representa a descoberta de nosso corpo, dos sentidos, e do prazer
que nos possa dar e como tal deveria no encontro ao outro servir a construção
mutua de felicidade.
Cooperar com o outro para buscar
o prazer juntos, em suas diferentes formas, respeitando as particularidades de
cada um deveria ser um dos principais caminhos via sexualidade de encontrarmos
o melhor de nós mesmos.
E o que vemos hoje no dia a dia é
a transformação do sexo em uma competição pelo poder, as relações cada vez mais
se tornam insatisfatórias pois o jogo da submissão exige perdedores e sempre
traz para o possível vencedor a sensação de insuficiência o que força mais
opressão.
Por certo neste momento de êxtase
é onde mais aparece nossas inúmeras imperfeições, sim porque o que nos define
como humano é o conhecimento continuado de nossas limitações, se o
transformamos em uma construção conjunta saímos melhores, mas sempre que
competimos, como que em estado de guerra, nos diminuímos todos.
Bom, não é difícil de entender,
se traçamos para todos os atos de nossa existência a competição e o consumo
porque não o faríamos ao exercer nossa sexualidade, infelizmente também ela faz
parte do ato de transformarmos nossa existência em um jogo de poder.
Então o caminho passa pelo
esforço pessoal de reeducação, precisamos nos reposicionar sobre o que é ser
humano e principalmente sobre o que é viver como ser humano, o que pode então
recuperar nossa vocação primeira que é a de ser prazeroso e feliz, assim o
fazendo podemos transformar todas as ações de nossa vida, a sexualidade
inclusive, em momentos presentes de intensa satisfação pessoal e comunitária,
ou seja o encontro com uma humanidade melhor.
A humanidade merece ter mais paz
e harmonia, merece encontrar uma vida comunitária mais construtiva e com isso
sermos todos seres humanos muito melhores, isso não é uma utopia é na verdade
uma vocação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário