Ano
após ano, décadas se sobrepõe, séculos substituíram séculos e o quadro que
vemos pintado na humanidade é o mesmo, mudou a cosmética, mas em sua essência o
que vemos é uma minoria, bem assessorada por feitores, escravizando a maioria.
Por
certo hoje os feitores não tem mais aquela imagem de revolver na cintura e
relho nas mãos, menos ainda os escravizados estão atados por correntes de ferro
e grilhões, mas o funcionamento permanece o mesmo com a utilização de
sofisticadas tecnologias.
A
sofisticação da autoridade em nada altera o efeito rebanho na grande maioria
submissa, para tal os escravizadores contam com os feitores transvestidos de
influenciadores na sociedade globalizada e como os de antigamente vivem das
migalhas da mesa para fazer o trabalho sujo necessário ao abusivo acumulo de
riqueza.
Estamos
cheios na rede global de difusores da autoajuda, a ideia básica é manter com um
nível mínimo de satisfação pessoal o seu publico trabalhando no que não gosta para
traduzir este esforço em consumo dirigido a alimentar a concentração de renda.
Não
podemos esquecer nunca o papel triste exercido pelos motivadores do consumo á
seduzir o grande público a conquistar prazer e felicidade com a última versão tecnológica
de cada item que em sua versão anterior já se mostrou incapaz de fazê-lo.
Criaram-se
inúmeros mecanismos de vender necessidades, que por sinal se mostram incapazes
de funcionar como tal, e os novos feitores tem como serviço a ser remunerado
por este esforço continuo de convencimento.
Por
óbvio não poderíamos aceitar que em pleno século XXI as pessoas pudessem responder
positivamente ao autoritarismo direto exercido no passado, hoje se exige-se
mais sofisticação e por isso mesmo os novos feitores estão transvestidos de
comunicadores, líderes religiosos, políticos, influenciadores e aplicativos,
aos quais se exige da população uma fé cega de seus postulados a serviço dos
acumuladores de riqueza que são seus reais beneficiários.
Quebrar
esta cadeia é um imperativo para derrubar o autoritarismo, está na hora de
romper este jogo de poder que coloca na mão de poucos toda a riqueza e tem a
seu dispor estes serviçais da manipulação da vontade da grande maioria da
população.
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