quinta-feira, 1 de novembro de 2018

A versão Brasileira do Alzheimer Político.


                Em qualquer busca de navegador encontramos a definição para Alzheimer “as conexões das células cerebrais e as próprias células se degeneram e morrem, eventualmente destruindo a memória e outras funções mentais importantes”, quais os agentes que escreveram o roteiro e dirigiram o filme destes quatro últimos anos vividos no Brasil? É a incógnita do momento conhecemos apenas alguns atores e não a ficha técnica, esta falta de memória nos levou a loteria que é o momento político atual no país.

                Nos falta no todo instituições fortes de investigação que encontrem os operadores das marionetes em cada uma das cenas deste verdadeiro teatro de bonecos que foi-nos apresentado no palco da política brasileira nestes últimos quatro anos pelas instancias de poder, infelizmente conhecemos apenas fragmentos do todo com o brilho de cada um dos atores na representação do seu papel, o povo brasileiro por certo mereceria muito mais do que esta representação.

                As causas não são difíceis de detectar iniciando por uma imprensa superficial sem autonomia investigativa vivendo das benesses do poder como lhe foi ensinado pela ditadura militar, o que é agravado por sua incapacidade de encontrar como adequar-se ao novo dinamismo das comunicações estabelecido pelas redes sociais, passou a viver de manchetes sensacionalistas na busca do curtir da população em geral, sem investigação não há memória sobram apenas sensações e a partir destas ultimas é que a população passa a se manifestar.

                Na verdade, apesar dos esforços em amenizar, vivemos em uma economia de péssima distribuição de renda que privilegia o acumulo de riqueza na parte mais alta da pirâmide social, desconsiderando os grandes oligopólios de mídia despreocupados com o tema não há recursos para sustentar este trabalho investigativo, o que nos leva como brasileiros a um estado de desinformação ofuscando a qualidade de nossas decisões transformando-nos em uma sociedade sem memória e deficiente em seu pensamento funcional.

                O caráter ainda elitista de nossos instrumentos de ciência e tecnologia e a falta de investimento sério na área cultural mantém um afastamento muito grande entre população e o capital de conhecimento nacional, nossos esforços nesta área são na maioria destinados aos burocráticos programas de publicações cientificas, dificultando a inserção de seus resultados no dia a dia do cidadão, hoje completamente despreparado para resistir ao poder manipulador dos algoritmos construídos sobre os grandes bancos de dados de comportamento humano.

                Mesmo não sendo portador das informações desejáveis, portanto não sabedor se os objetivos foram atingidos como o desejado pelos seus mentores, eu posso enxergar sem sombra de duvida uma atuação concatenada nas diversas instituições de poder forçando uma crise econômica e política com o objetivo de mudar radicalmente os rumos da nação e enquanto não recuperarmos a memória destes últimos quatro anos entendendo cada um dos mecanismos usados e quem os ativou estaremos á mercê deste caos lotérico que se instalou na nação.  

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