sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Dominada a Natureza a Nova Meta é Destruir o Homem.


                A ambição insaciável do ser humano projeta-o em direção ao combate do seu igual, hoje com a natureza domesticada no caminho da extinção, tendo esta deixada de ser adversária busca-se um alvo mais divertido, á morte do homem, nossa selvageria que sempre cobrou vidas humanas passa a tê-lo como foco único de seu terror.

                Como entender e aceitar um organismo social que tem em minoria os defensores do conviver colaborativo, ser livre só pode existir no darem-se as mãos para encontrar o melhor para todos, é impossível aceitar a lógica de que a competição traz melhores frutos para a humanidade do que a construção em harmonia.

                Ao fazer uma analise da competição encontramos uma quantidade enorme de esforço despendido no próprio exercício da batalha, que nada constrói a não ser o sucesso na luta travada, por obvio este labor poderia ser convertido em grande aumento de bem estar se realizado por uma comunidade de parceiros na busca do bem comum.

                Fracassamos na nossa relação com a natureza e a cada dia que passa verifica-se com mais vigor o estrago que estamos fazendo na vocação primeira do homem que é a felicidade, se avançamos na tecnologia, o que é inegável, retrocedemos na construção de homens livres e o que temos visto é a alegria efêmera que nos proporciona a destruição do outro.

                Ao não construir-se como homem livre a vitória do ódio, da humilhação do irmão tem o sabor amargo da exigência permanente de outro alvo a ser destroçado tal qual o serial killer, psicopata encontrado na literatura e na vida real, só uma nova vitima saciará seu espírito inquieto e haja sacrifícios humanos para saciar esta fome.

                A falta de alegria nas ruas, a ampliação interminável dos muros, o aumento considerável do medo, a impaciência agressiva defensiva no encontro do outro, a geométrica ampliação dos atingidos pela depressão, a substituição da relação presencial pela virtual, são indicadores precisos deste autoflagelo da humanidade.

                Precisamos urgente encontrar uma saída para esta armadilha que nós mesmos criamos, pensamos que passa pelo combate a acumulação de riqueza o primeiro passo nesta direção, guardar excesso não acrescenta nada para quem o faz e representa sempre diminuição de bem estar para a maioria da população humana.

                E proclamo aqui como mentirosa a afirmação que o homem é indolente por natureza, nós humanos sempre fomos inquietos e se hoje muitos não o são é pelo desanimo originado pelo boicote de seus esforços pela vida submetidos que estão à opressão do poder.

                Vamos devolver ao homem a alegria de viver ajudando-o a gostar-se de si mesmo, devolvendo-lhe qualidade de vida pelo seu trabalho, encaminhando-o ao reaprendizado da fraternidade universal que tantas benesses nos trazem e principalmente agruparmo-nos na luta pela construção da comunidade de homens livres.  

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