A
ambição insaciável do ser humano projeta-o em direção ao combate do seu igual,
hoje com a natureza domesticada no caminho da extinção, tendo esta deixada de
ser adversária busca-se um alvo mais divertido, á morte do homem, nossa
selvageria que sempre cobrou vidas humanas passa a tê-lo como foco único de seu
terror.
Como
entender e aceitar um organismo social que tem em minoria os defensores do
conviver colaborativo, ser livre só pode existir no darem-se as mãos para
encontrar o melhor para todos, é impossível aceitar a lógica de que a
competição traz melhores frutos para a humanidade do que a construção em
harmonia.
Ao
fazer uma analise da competição encontramos uma quantidade enorme de esforço
despendido no próprio exercício da batalha, que nada constrói a não ser o
sucesso na luta travada, por obvio este labor poderia ser convertido em grande
aumento de bem estar se realizado por uma comunidade de parceiros na busca do bem
comum.
Fracassamos
na nossa relação com a natureza e a cada dia que passa verifica-se com mais
vigor o estrago que estamos fazendo na vocação primeira do homem que é a
felicidade, se avançamos na tecnologia, o que é inegável, retrocedemos na
construção de homens livres e o que temos visto é a alegria efêmera que nos
proporciona a destruição do outro.
Ao não
construir-se como homem livre a vitória do ódio, da humilhação do irmão tem o
sabor amargo da exigência permanente de outro alvo a ser destroçado tal qual o
serial killer, psicopata encontrado na literatura e na vida real, só uma nova
vitima saciará seu espírito inquieto e haja sacrifícios humanos para saciar
esta fome.
A falta
de alegria nas ruas, a ampliação interminável dos muros, o aumento considerável
do medo, a impaciência agressiva defensiva no encontro do outro, a geométrica
ampliação dos atingidos pela depressão, a substituição da relação presencial
pela virtual, são indicadores precisos deste autoflagelo da humanidade.
Precisamos
urgente encontrar uma saída para esta armadilha que nós mesmos criamos,
pensamos que passa pelo combate a acumulação de riqueza o primeiro passo nesta
direção, guardar excesso não acrescenta nada para quem o faz e representa
sempre diminuição de bem estar para a maioria da população humana.
E
proclamo aqui como mentirosa a afirmação que o homem é indolente por natureza,
nós humanos sempre fomos inquietos e se hoje muitos não o são é pelo desanimo originado
pelo boicote de seus esforços pela vida submetidos que estão à opressão do
poder.
Vamos
devolver ao homem a alegria de viver ajudando-o a gostar-se de si mesmo,
devolvendo-lhe qualidade de vida pelo seu trabalho, encaminhando-o ao
reaprendizado da fraternidade universal que tantas benesses nos trazem e principalmente
agruparmo-nos na luta pela construção da comunidade de homens livres.
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