quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Educação e Cultura não é Um Caso de Polícia.


                Mão de obra pode ser substituída por robôs, desenvolvimento social e econômico só pode ser alcançado por criativos pensadores, sem inteligências com espírito critico não há utopia não existe o novo, ergamos nossas barricadas em defesa de uma educação e cultura pluralista e universal.

                Historicamente o autoritarismo tem como primeiro alvo as estruturas educacionais e a área cultural, a mesma história nos explica a causa, um povo deficientemente trabalhado pelas escolas e sem acesso a cultura é candidato a submeter-se e assim facilitar o despotismo no poder.

                Foi à mesma escola que preparou os dois lados do ultimo debate nacional, o que por si só atesta sua universalidade, inaceitável é atacá-la para ter um só lado, vergonhoso é criar um grupo de alcaguetes para manter reféns professores e alunos de um tribunal de inquisição a reviver tempos tristes da humanidade, resistir é repetir o “mas que ela gira, gira” de Galileu apesar do lado do vento da opinião pública.

                O primeiro baluarte a ser defendido é a liberdade intelectual e pedagógica do professor, tal qual qualquer outro ser humano tem seus acertos e seus erros só fortalecendo-o podemos ajudar nossos filhos a crescerem, vamos pagar melhores salários, vamos investir na formação constante de nossos mestres, vamos respaldar a atitude de respeito do aluno com seu professor, só uma escola forte e livre é capaz de apoiar o crescimento desta juventude que aí esta e da que a de vir.

                Em particular tenho minhas desavenças com o modelo de educação hoje existente no mundo, voltado a despejar conteúdos em lugar de oferecer apoio ao descobrimento, acredito em uma escola, desde os níveis mais iniciais, voltada a uma cogestão pela comunidade docente e alunos, apoiada por grupos de estudo da metodologia e dos conteúdos pedagógicos, agora acreditar que um professor possa conduzir a maneira de pensar do aluno é de uma ingenuidade ou má fé incompatível com o século vinte e um.

                O segundo grande desafio que vejo para o ensino é a ampliação dos recursos físicos para permitir um tempo muito maior de inserção do aluno na comunidade escolar, penso sempre em educação integral gratuita amparado pelo estado que será seu maior beneficiário, uma organização escolar voltada a permanente discussão da melhoria para a sociedade na qual esta inserida participando ativamente das decisões que esta deva tomar no seu dia a dia.

                Quanto à cultura a liberdade de criação é condição primeira para a existência de homens livres, ao contrario do que muitos apregoam devemos sim ampliar a democracia e a sinergia entre população e a atividade cultural, ajudar a todos a expressarem-se via a arte disseminando formação cultural acessível a todos os cidadãos.

                Sim educação e cultura não é um caso de polícia e sim a oportunidade de vida intensa e plena para toda a população nacional com a eliminação da discriminação e das grandes diferenças socioeconômicas.

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