terça-feira, 13 de novembro de 2018

Amigo, Não Tenho Medo da Tua Violência.

                Sim amigo não pense que há novidade na sua violência contra o ser humano, por todos os anos de caminhada o que mais vi foi o homem com sede do sangue de outros homens, em nome de seus deuses, de seu núcleo familiar, de sua propriedade e do baixo conceito de si próprios, o que há de novo é o tirar a mascara e mostrar-se para todos assim escravo do seu instinto violento e agressivo.

                Pode enfeitar maquiando-se como homem de bem, pode disfarçar-se de honesto justiceiro, mas não consegues esconder os caninos do teu instinto selvagem que só tem saciedade no ódio descarregado sobre os seus iguais que discriminas, sua magoa com você e por extensão com o mundo exige o fim do outro.   

                Mas não se enganes por aqui por meu lado não há temor, não existe medo, resistir à violência é uma luta permanente para os homens de boa vontade, prestando contas para si mesmo, para mais ninguém, todas as noites se obrigam a revisar cada ato seu quanto à aderência ao projeto de ter uma humanidade melhor feita de seres humanos melhores.

                Engessar uma sociedade a funcionar em modelos psicografados por pretensas entidades morais de existência nunca comprovadas, fruto de verdade fantasiosa, fé megalômana, é grande violência contra a liberdade de comportamento humano, portanto sujeita a permanente rejeição em nome da dignidade humana.

                Defender e aprimorar um modelo socioeconômico que tem como alicerces a discriminação, pois separa os eleitos dos enjeitados com regras próprias definidas em seu beneficio, e a exploração do homem pelo homem, pois admite ganhar o pão com o suor dos outros, é grande crueldade contra a vocação de liberdade do ser humano, portanto deve ser permanente combatido em nome de uma sociedade colaborativa saudável.

                Atacar a cultura e a educação pluralista em nome de uma falsa ordem obtida por produção em série de cidadãos via camisa de força da proibição ao contraditório, pois exige submissão a tudo por todos, é grande brutalidade contra o livre arbítrio do ser humano, portanto exige todos os nossos esforços em defender e apoiar a cultura e a educação como possibilidade única a permitir que o homem se construa por inteiro.

                Todas as suas ideias serão bem-vindas e fazem parte do grande debate que é viver em sociedade, mas o desrespeito pelo ser humano e a redentora imposição destas são uma violência sórdida e desumana as quais não podemos nos sujeitar, por isso certamente resistiremos até o momento do encontro juntos de uma sociedade justa.

                Amigo, não tenho medo da tua violência, sua própria existência perde todo o sentido sem o contraditório, vou exercer meu direito de ser um pacifico lutador da paz contra tuas ideias de guerra nem que isto signifique uma justa desobediência civil como tantas que a história nos tem mostrado.       

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