Alem de
toda a circunferência com sua cinta constante a moeda sempre tem dois lados,
mesmo que não queiramos vamos admitir o obvio que como nação todos nós perdemos,
estando por vir mais quatro anos de decadência, dificuldades sociais, políticas
e econômicas das quais não temos como fugir, independente de quem vença o
pleito, as cartas estão dadas, o aumento do caos que por aqui se estabeleceu é
uma realidade que nem o argumento nem a violência são capazes de vencer.
Vamos
admitir, porém que dos dois lados da moeda, mesmo sendo em tom de torcida de
futebol durante um clássico onde o adversário é tudo de ruim, nunca em tempos
nenhum tivemos tantos participando do debate sobre a nação que queremos, cabe
então a todos nós mantermos este nível de participação pós-apuração não mais
sobre a canalhice do adversário, mas sobre situações concretas deste país que
necessitam ser discutidas e encaminhadas como novas resoluções para construirmos
uma sociedade mais justa.
Temos
muito a estudar e investigar sobre os últimos quatro anos, sob-hipótese alguma temos
o direito de abrir mão desta análise, pois o futuro da nossa gente é dependente
da interpretação correta dos movimentos que estão por traz do acontecido,
qualquer governo que se estabeleça de fato não será o resultado de uma maioria
e sim uma simples fotografia de um momento atípico na cena nacional, ir a fundo
à reflexão sobre os mecanismos criados para gerar este clima de instabilidade
social e identificar os oportunistas que trabalharam em seu beneficio pessoal
parindo este caos é um dever nosso como sociedade.
Em
paralelo ao compromisso anterior nos cabe também em sintonia com a democracia e
suas instituições não abrirmos mão de todas as pautas, o novo governo deve por
ser um serviço à população administrar o país ouvindo o consenso de seu povo em
cada medida a ser executada priorizando o direito ao trabalho justamente
remunerado, uma educação que impulsione o homem a sua utopia e uma saúde que
valorize o direito universal a vida, este é um direito nosso, o direito de ser
ouvido quanto a diretrizes a serem executadas pelos nossos delegados
administradores.
A
eleição na verdade começa na segunda feira, depois da festa dos vencedores,
para cada um dos itens temáticos que compõe o compêndio Brasil que queremos,
cabe a nós lapidar a melhor proposição para, independente de qual dos dois for
o novo presidente, a execute em nosso nome, caso contrario voltando o nosso
povo ao silêncio pacato da responsabilidade repassada aos governantes continuaremos
a vivenciar o que se estabeleceu nestes quinhentos anos, uma riqueza natural
espoliada e um povo empobrecido e explorado.
Quantos
mais de nós assumirmos o compromisso do bom debate, maiores são as
possibilidades de rompermos esta corrente predatória que nos mantém no
subdesenvolvimento e sob a tutela dos interesses internacionais.
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