quarta-feira, 24 de outubro de 2018

O Outro Lado da Moeda


                Alem de toda a circunferência com sua cinta constante a moeda sempre tem dois lados, mesmo que não queiramos vamos admitir o obvio que como nação todos nós perdemos, estando por vir mais quatro anos de decadência, dificuldades sociais, políticas e econômicas das quais não temos como fugir, independente de quem vença o pleito, as cartas estão dadas, o aumento do caos que por aqui se estabeleceu é uma realidade que nem o argumento nem a violência são capazes de vencer.

                Vamos admitir, porém que dos dois lados da moeda, mesmo sendo em tom de torcida de futebol durante um clássico onde o adversário é tudo de ruim, nunca em tempos nenhum tivemos tantos participando do debate sobre a nação que queremos, cabe então a todos nós mantermos este nível de participação pós-apuração não mais sobre a canalhice do adversário, mas sobre situações concretas deste país que necessitam ser discutidas e encaminhadas como novas resoluções para construirmos uma sociedade mais justa.

                Temos muito a estudar e investigar sobre os últimos quatro anos, sob-hipótese alguma temos o direito de abrir mão desta análise, pois o futuro da nossa gente é dependente da interpretação correta dos movimentos que estão por traz do acontecido, qualquer governo que se estabeleça de fato não será o resultado de uma maioria e sim uma simples fotografia de um momento atípico na cena nacional, ir a fundo à reflexão sobre os mecanismos criados para gerar este clima de instabilidade social e identificar os oportunistas que trabalharam em seu beneficio pessoal parindo este caos é um dever nosso como sociedade.

                Em paralelo ao compromisso anterior nos cabe também em sintonia com a democracia e suas instituições não abrirmos mão de todas as pautas, o novo governo deve por ser um serviço à população administrar o país ouvindo o consenso de seu povo em cada medida a ser executada priorizando o direito ao trabalho justamente remunerado, uma educação que impulsione o homem a sua utopia e uma saúde que valorize o direito universal a vida, este é um direito nosso, o direito de ser ouvido quanto a diretrizes a serem executadas pelos nossos delegados administradores.

                A eleição na verdade começa na segunda feira, depois da festa dos vencedores, para cada um dos itens temáticos que compõe o compêndio Brasil que queremos, cabe a nós lapidar a melhor proposição para, independente de qual dos dois for o novo presidente, a execute em nosso nome, caso contrario voltando o nosso povo ao silêncio pacato da responsabilidade repassada aos governantes continuaremos a vivenciar o que se estabeleceu nestes quinhentos anos, uma riqueza natural espoliada e um povo empobrecido e explorado.

                Quantos mais de nós assumirmos o compromisso do bom debate, maiores são as possibilidades de rompermos esta corrente predatória que nos mantém no subdesenvolvimento e sob a tutela dos interesses internacionais.

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