segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Se o Outro é Nosso Espelho é Um Direito Teu Eu Comentar Seu Comentário.


                Se me vejo um livre pensador inserido em uma comunidade por obra do acaso, não aparelhado por algum grupo específico, mas exposto aos acontecimentos de um circulo cada dia maior de atores globais em atos e ideias, me obrigo a reagir aos acontecimentos exprimindo meu pensar como contribuição mínima.     

                Partindo do principio que cada ser humano, resultado das experiências de uma vida que sempre será única, tem uma visão particular das pessoas e da natureza que o cerca podemos trabalhar a hipótese que traz crescimento a manifestação publica de terceiros sempre que a mesma esteja no campo das ideias e não no julgar e rotular iguais.

                Quando partimos para a dualidade favorável/contrário não estamos debatendo e sim realizando um plebiscito o que serve para contagem de maiorias, nunca para o crescimento pessoal, este tipo de movimento sempre leva ao discurso do ódio, damos muita importância ao perder ou ganhar mais até do que a ideia que esta por trás do tema, o ódio encaminha a violência verbal e física propiciando comportamentos emotivos negativos contra o homem, portanto contra a sociedade.

                É acima de tudo um direito do outro que eu me manifeste, como resposta a nossa vocação de ser político no sentido amplo da palavra direcionado ao outro, ao exercê-la estou definitivamente contribuindo para o olhar-se ao espelho por parte do meu igual permitindo-lhe que cresça no conhecimento de si pela experiência vivida.

                A aderência das ideias por mim defendidas não tem nenhum significado prático além de uma tola vaidade, seria muita pretensão de minha parte a narrativa do convencimento pela sua própria impossibilidade, o ser humano sempre tem uma interpretação particular do que os seus sentidos percebem e cada um de nós constrói seu próprio imaginário.

                Meu discurso oral, escrito ou em qualquer outro tipo de manifestação cultural tem completude no próprio ato de discursar, o tamanho maior ou menor e até a inexistência de publico em nada intervém em sua execução, porém isto não me desobriga de fazê-lo em função do meu compromisso de inserção social e por certo terá influência na contabilidade dos afetos que vivenciamos na comunidade.

                Se me focalizo hoje neste tema é por acreditar que estamos em um momento muito especial onde tantas vozes antes mudas começaram a se expressar, minha frase de alento para que continuemos e assim cada um de nós possa se ver melhor, a ampliação do conhecer-se é o próprio processo de transmutação em um ser humano melhor.

                Quanto mais homens melhores constituírem a base social na qual estamos inseridos mais harmonia teremos em nosso caminho, por certo também veremos mais prazer e felicidade entre nós mortais.

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