Se me
vejo um livre pensador inserido em uma comunidade por obra do acaso, não
aparelhado por algum grupo específico, mas exposto aos acontecimentos de um
circulo cada dia maior de atores globais em atos e ideias, me obrigo a reagir
aos acontecimentos exprimindo meu pensar como contribuição mínima.
Partindo
do principio que cada ser humano, resultado das experiências de uma vida que
sempre será única, tem uma visão particular das pessoas e da natureza que o
cerca podemos trabalhar a hipótese que traz crescimento a manifestação publica
de terceiros sempre que a mesma esteja no campo das ideias e não no julgar e rotular
iguais.
Quando
partimos para a dualidade favorável/contrário não estamos debatendo e sim realizando
um plebiscito o que serve para contagem de maiorias, nunca para o crescimento
pessoal, este tipo de movimento sempre leva ao discurso do ódio, damos muita
importância ao perder ou ganhar mais até do que a ideia que esta por trás do
tema, o ódio encaminha a violência verbal e física propiciando comportamentos
emotivos negativos contra o homem, portanto contra a sociedade.
É acima
de tudo um direito do outro que eu me manifeste, como resposta a nossa vocação de
ser político no sentido amplo da palavra direcionado ao outro, ao exercê-la
estou definitivamente contribuindo para o olhar-se ao espelho por parte do meu
igual permitindo-lhe que cresça no conhecimento de si pela experiência vivida.
A aderência
das ideias por mim defendidas não tem nenhum significado prático além de uma
tola vaidade, seria muita pretensão de minha parte a narrativa do convencimento
pela sua própria impossibilidade, o ser humano sempre tem uma interpretação particular
do que os seus sentidos percebem e cada um de nós constrói seu próprio
imaginário.
Meu discurso
oral, escrito ou em qualquer outro tipo de manifestação cultural tem completude
no próprio ato de discursar, o tamanho maior ou menor e até a inexistência de
publico em nada intervém em sua execução, porém isto não me desobriga de
fazê-lo em função do meu compromisso de inserção social e por certo terá
influência na contabilidade dos afetos que vivenciamos na comunidade.
Se me
focalizo hoje neste tema é por acreditar que estamos em um momento muito
especial onde tantas vozes antes mudas começaram a se expressar, minha frase de
alento para que continuemos e assim cada um de nós possa se ver melhor, a
ampliação do conhecer-se é o próprio processo de transmutação em um ser humano
melhor.
Quanto
mais homens melhores constituírem a base social na qual estamos inseridos mais harmonia
teremos em nosso caminho, por certo também veremos mais prazer e felicidade entre
nós mortais.
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