quinta-feira, 8 de novembro de 2018

De Humanidade em Estado de Guerra Podemos Esperar Respostas de Paz?


                Os movimentos da sociedade mundial têm sua lógica e seus agentes de poder, só quando não os investigamos podem nos surpreender no dia a dia, o que ocorre em cada ponto do mapa nada mais é do que consequência do eterno jogo entre a paz e a guerra.

                Neste jogo de braço independente do lado ocorre como a história testemunhará erros e acertos, nossa tarefa é apoiar o que gera a felicidade da humanidade e combater o que entristece e afeta a dignidade do homem, assim por certo estaremos vivenciando a cidadania.

                A guerra exerce fascínio sobre os medíocres enquanto esta não os atinge em particular, isenta-lhes o conhecimento de si mesmo, pois tem um inimigo, a soma de todos os males, que por oposição, lhe agrega todas as virtudes, inclusive o libera da reflexão, existem lideres para apontar caminhos e inimigos, logo é só segui-los, por tradição milenar, apesar de indigna, de que os despojos são do vencedor, acalenta em cada batalha o sonho de sua riqueza aumentar.

                A paz ao contrário por ser resistência, como toda minoria, nos cobra o labor diário do autoconhecimento e a busca das motivações que geram as ações do seu igual, não existe paz sem aceitação da diversidade do ser humano, quem busca a harmonia não pode aceitar a submissão, deve trilhar sempre o caminhar lado a lado com outros homens livres.

                Hoje a humanidade está em guerra permanente, o individuo moldado para competir, a família, célula primeira, organizada de forma autoritária e dominadora, desrespeitando sua vocação de ninho de afetos, um mercado que valoriza o predador concentrador de riqueza contra a construção colaborativa e exércitos nacionais brincando de dar tiros pelo mundo.

                Os pequenos avanços que a paz tem sobre a guerra são construídos pela vontade de paz que a própria guerra fortalece, o poder econômico sustenta o processo de violência instituído no dia a dia e investe todo o necessário para manter a elite da guerra no poder.

                Tudo aponta que o avanço de minorias extremistas partidárias da guerra, que nos mostram a cada dia mais sua cara em todos os lugares, é uma reação normal aos avanços da paz, como nos apresenta a diversidade tendo o direito ao respeito nas leis de muitos países, o encurtarem das distancias na distribuição de renda nos países mais desenvolvidos e os direitos humanos caminhando no rumo de um consenso universal.

                Como a vitória da paz é inevitável, urge ampliar nosso esforço de resistência a projetos autoritários e violentos, necessitamos estar ciente que essa é nossa obrigação para acelerar a edificação da Humanidade como uma comunidade única de homens livres. 

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