Os
movimentos da sociedade mundial têm sua lógica e seus agentes de poder, só quando
não os investigamos podem nos surpreender no dia a dia, o que ocorre em cada
ponto do mapa nada mais é do que consequência do eterno jogo entre a paz e a
guerra.
Neste
jogo de braço independente do lado ocorre como a história testemunhará erros e
acertos, nossa tarefa é apoiar o que gera a felicidade da humanidade e combater
o que entristece e afeta a dignidade do homem, assim por certo estaremos
vivenciando a cidadania.
A
guerra exerce fascínio sobre os medíocres enquanto esta não os atinge em
particular, isenta-lhes o conhecimento de si mesmo, pois tem um inimigo, a soma
de todos os males, que por oposição, lhe agrega todas as virtudes, inclusive o
libera da reflexão, existem lideres para apontar caminhos e inimigos, logo é só
segui-los, por tradição milenar, apesar de indigna, de que os despojos são do
vencedor, acalenta em cada batalha o sonho de sua riqueza aumentar.
A paz
ao contrário por ser resistência, como toda minoria, nos cobra o labor diário do
autoconhecimento e a busca das motivações que geram as ações do seu igual, não
existe paz sem aceitação da diversidade do ser humano, quem busca a harmonia
não pode aceitar a submissão, deve trilhar sempre o caminhar lado a lado com
outros homens livres.
Hoje a
humanidade está em guerra permanente, o individuo moldado para competir, a
família, célula primeira, organizada de forma autoritária e dominadora, desrespeitando
sua vocação de ninho de afetos, um mercado que valoriza o predador concentrador
de riqueza contra a construção colaborativa e exércitos nacionais brincando de
dar tiros pelo mundo.
Os
pequenos avanços que a paz tem sobre a guerra são construídos pela vontade de
paz que a própria guerra fortalece, o poder econômico sustenta o processo de
violência instituído no dia a dia e investe todo o necessário para manter a
elite da guerra no poder.
Tudo
aponta que o avanço de minorias extremistas partidárias da guerra, que nos mostram
a cada dia mais sua cara em todos os lugares, é uma reação normal aos avanços
da paz, como nos apresenta a diversidade tendo o direito ao respeito nas leis de
muitos países, o encurtarem das distancias na distribuição de renda nos países mais
desenvolvidos e os direitos humanos caminhando no rumo de um consenso
universal.
Como a
vitória da paz é inevitável, urge ampliar nosso esforço de resistência a
projetos autoritários e violentos, necessitamos estar ciente que essa é nossa
obrigação para acelerar a edificação da Humanidade como uma comunidade única de
homens livres.
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