segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Tradição, Família e Propriedade tem Outro Nome: Hipocrisia e Barbárie.


                A quem pretendem enganar com este seu canto de sereia, que como é do conhecimento de todos hedionda na realidade e linda no encanto do seu canto, com seus chavões contra a corrupção e o roubo, comprometidos por quinhentos anos de espoliação das riquezas do país e exploração do seu povo o candidato fascista e seus cúmplices reaparecem depois de minguados doze anos, em que o povo concedeu-se ser senhor do seu destino, com esta revindicação de exclusividade na rapina em nome de uma fantasiosa moralidade associada à defesa da tradição, família e propriedade.

                O que pregam como tradição é o direito de submeter à maioria a sua verdade particular, tão sua que lhes parece digno de ser impingida via autoritarismo militarista e perpetuada por um ensino utilitarista que desarme a população atual e futura de seu direito ao pensar, optando pelo odioso “colocar cada um em seu lugar” por práticas de discriminação das minorias revertendo o processo libertador que hoje as mesmas estão vivenciando. 

                O que apregoam como defesa a família, infelizmente seu modelo não é um conjunto harmônico de pessoas que se amam que querem crescer juntas, mas uma estrutura patriarcal autoritária de peças e papéis previamente definidos, uma célula mater da sociedade onde a ordem fala mais alto que o amor, é este direito de voltar ao passado, que imaginávamos já superado em todo o mundo, que buscam restabelecer para propaga-lo nas instituições democráticas.

                O que advogam como propriedade é sempre o pedaço de chão cercado pelo mais forte e nunca a distribuição justa do trabalho humano, quem tem a propriedade a disposição da sociedade nunca precisou temer será sempre respeitado e benquisto, agora o que a tomou pela força necessita de armas e milícias para defendê-la sempre vê no outro o espelho de seus atos.

                E se pensássemos que a verdadeira tradição é a capacidade do homem em rever seus conceitos reinventando-se em uma sociedade dirigida ao bem comum, nossa tradição é da abolição da barbárie e não do retorno à mesma, já nos demonstrou a história que a repetição dos erros do passado sempre se apresentou como uma farsa urge avançar para alcançarmos a harmonia do afeto que somente é possível abrindo mão do autoritarismo, da discriminação e da exploração do outro.

                 E se pensássemos que a verdadeira família é associação de seres humanos em células de reprodução de bem querer, onde trocam entre si talentos para o crescimento de todos e transcende para a integração com outras iguais no que denominamos comunidade humana dos homens livres, a harmonia dos iguais desta família seria não mais a fonte de poder e sim a irradiação de uma luz á contribuir para a paz na humanidade.  

                E se pensássemos que a verdadeira propriedade, independente de ser publica ou privada, é um equipamento destinado a dar o conforto do teto universal ao homem, permitir o uso de seu talento no direito ao trabalho em prol de todos, nunca para a acumulação de riquezas individuais que leva ao desperdício, sempre para o bem estar de todos.

                Não nos enganemos cabe a cada um de nós decidirmos entre a guerra e a paz, infelizmente continuadamente estamos optando pela guerra, guerra entre as pessoas, guerra entre as nações quando tão somente a paz poderia levar a prosperidade tão sonhada, não é o que tiro dos outros que me engrandece e sim o que faço pelo outros me enriquece.

Nenhum comentário:

Postar um comentário