A quem
pretendem enganar com este seu canto de sereia, que como é do conhecimento de
todos hedionda na realidade e linda no encanto do seu canto, com seus chavões
contra a corrupção e o roubo, comprometidos por quinhentos anos de espoliação
das riquezas do país e exploração do seu povo o candidato fascista e seus
cúmplices reaparecem depois de minguados doze anos, em que o povo concedeu-se
ser senhor do seu destino, com esta revindicação de exclusividade na rapina em
nome de uma fantasiosa moralidade associada à defesa da tradição, família e
propriedade.
O que pregam
como tradição é o direito de submeter à maioria a sua verdade particular, tão
sua que lhes parece digno de ser impingida via autoritarismo militarista e
perpetuada por um ensino utilitarista que desarme a população atual e futura de
seu direito ao pensar, optando pelo odioso “colocar cada um em seu lugar” por
práticas de discriminação das minorias revertendo o processo libertador que
hoje as mesmas estão vivenciando.
O que
apregoam como defesa a família, infelizmente seu modelo não é um conjunto harmônico
de pessoas que se amam que querem crescer juntas, mas uma estrutura patriarcal autoritária
de peças e papéis previamente definidos, uma célula mater da sociedade onde a ordem
fala mais alto que o amor, é este direito de voltar ao passado, que
imaginávamos já superado em todo o mundo, que buscam restabelecer para
propaga-lo nas instituições democráticas.
O que
advogam como propriedade é sempre o pedaço de chão cercado pelo mais forte e
nunca a distribuição justa do trabalho humano, quem tem a propriedade a
disposição da sociedade nunca precisou temer será sempre respeitado e benquisto,
agora o que a tomou pela força necessita de armas e milícias para defendê-la
sempre vê no outro o espelho de seus atos.
E se pensássemos
que a verdadeira tradição é a capacidade do homem em rever seus conceitos reinventando-se
em uma sociedade dirigida ao bem comum, nossa tradição é da abolição da
barbárie e não do retorno à mesma, já nos demonstrou a história que a repetição
dos erros do passado sempre se apresentou como uma farsa urge avançar para
alcançarmos a harmonia do afeto que somente é possível abrindo mão do autoritarismo,
da discriminação e da exploração do outro.
E se pensássemos que a verdadeira família é associação
de seres humanos em células de reprodução de bem querer, onde trocam entre si talentos
para o crescimento de todos e transcende para a integração com outras iguais no
que denominamos comunidade humana dos homens livres, a harmonia dos iguais
desta família seria não mais a fonte de poder e sim a irradiação de uma luz á
contribuir para a paz na humanidade.
E se pensássemos
que a verdadeira propriedade, independente de ser publica ou privada, é um
equipamento destinado a dar o conforto do teto universal ao homem, permitir o uso
de seu talento no direito ao trabalho em prol de todos, nunca para a acumulação
de riquezas individuais que leva ao desperdício, sempre para o bem estar de
todos.
Não nos
enganemos cabe a cada um de nós decidirmos entre a guerra e a paz, infelizmente
continuadamente estamos optando pela guerra, guerra entre as pessoas, guerra
entre as nações quando tão somente a paz poderia levar a prosperidade tão
sonhada, não é o que tiro dos outros que me engrandece e sim o que faço pelo
outros me enriquece.
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