O Dia Internacional
da Mulher, nesse último dia oito de março, que tanto deve sua maioridade à luta
capitaneada por Simone de Beauvoir, em oportunidade gerada pelo Cine Bancários,
foi-me possível festejar assistindo ao filme "Violette", de Martin
Provost, baseado na vida da grande escritora Violette Leduc e da sua mentora e
objeto de desejo Simone, o que não me permitiu fugir de pensando na mulher analisar
o novo homem que nasce a partir desta mulher emancipada, invertendo o movimento
da criação de quando de uma costela de Adão gerou-se Eva, sua companheira.
Essa luta reiterada,
travada em todo o século vinte, para construção de uma nova mulher livre das
amarras que a sociedade lhe infligiu, avançou muito mesmo me obrigando a concordar
e admitir que o feminismo ainda tenha um longo caminho a percorrer, desde já
resulta em mudanças no homem, o homem do início do século XXI em nada lembra o
do século passado, mesmo se considerarmos as celebridades intelectuais como
Sartre, Camus entre outros, a redescoberta da mulher como igual preservando
suas diferenças em relação ao homem ajudou-o em seu crescimento.
Eu
particularmente não compartilho com a ideia da adesão masculina ao feminismo,
pois aposto em uma luta mais ampla, que busca um ser humano mais completo,
independente de sexo ou de outras menos polêmicas características, estou
visualizando uma filosofia que aponte como norte para todas as diversidades e
que as trate com equivalência e igualdade, respeitando o ser particular que somos
cada um, apostando na liberdade de movimentos próprios de um ser pensante e
único, possuidor de sua verdade impossível de ser catalogada ou classificada
possibilitando por isso mesmo um relacionamento fraterno.
Muitos afirmam
serem minorias as mulheres livres e capazes de conduzir suas próprias vidas,
contraponho perguntando, e a respeito dos homens quantos assim o são? Não serão
também minorias os aptos a entender e administrar suas vidas, o que sei e tenho
convicção é da influência positiva que esta luta da mulher tem no nascimento de
um novo homem livre e libertário, pois o obrigou a se repensar.
Assusta-me muito
a facilidade como abrimos mão da luta por nós mesmos, isso vale para todos,
talvez o pensamento minoritário esteja criando pessoas mais poderosas por sua
obrigatoriedade de lutar, a famosa força gerada no ser humano por sua necessidade
de sobreviver, à medida que as batalhas vão sendo ganhas, voltamo-nos para a
mesmice, entregando-nos ao completo vegetar, nada contra os vegetais, mas
podemos mais.
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