sexta-feira, 23 de maio de 2014

Fio de vida

     Quando penso que minha verdade, a verdade de cada ser humano apresenta-se em uma fronteira muito próxima entre a loucura e a sanidade, as duas têm a sua razão própria, como identificar o que realmente vale?

     É muito fácil mentir para vocês, é muito simples mentir para mim, talvez esta seja a história de todos nós, construir algumas grandes ou pequenas estórias, faltando à verdade conosco e com quem convivemos, não por má fé e sim por desconhecimento do código interno que nos representa.

     O quanto do meu dia é um rosário de enganos? Meus interesses mais verdadeiros não estão escondidos nas ações e palavras faladas ou escritas? Não as moldo dizendo o que gostaria que fosse ouvido e escutando sob o filtro de meus interesses apenas o que quero. 

     Agora some essa minha postura equivocada a dos meus interlocutores com grandes possibilidades de estarem vivendo a mesma fantasia, agregue a quantidade de regras morais que recebemos de todos os meios de comunicação, desde o politicamente correto até os chamativos discursos com fatos editados para chocar na busca incessante de índices de audiência e provavelmente temos a receita de uma grande derrota.

     Eu Mantenho assim e talvez você também com constância razões particulares mal entendidas em nós mesmos, levando no dia a dia ao nosso próprio engano e ao do outro, vamos sim representando este falso construir algo que não corresponde nem a nossa verdade muito menos a do outro, apenas a uma verdade que satisfaz nosso engano.

     O caos costuma ser a Consequência gerada quando não se pode mais manter a estória, quando ela escancara por incongruência, não existe roteirista que a resolva, pois o confronto é conosco mesmo e no fundo sabemos que temos que assumir a história que inventamos e furiosos descarregamos a culpa em outrem, morrem aí as almas gêmeas, os grandes amores, as perfeitas amizades, o fio de vida que os unia se esvai.  

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