No início era o
verbo... Sempre me posiciono como um observador e vejo os movimentos,
aprecio-os, procuro preparar-me para as diversas nuances, não tenho o perfil
para o jogo de caça e caçador, porém gosto do envolvimento do saber-se
observado e retribuir a atenção.
Faça-se a luz... Quando
me dou conta, estou envolvido, apesar de buscar quase sempre evitar o
compromisso, acaba tornando-se impossível, quando menos
espero iniciou-se uma relação, e como sempre me envolvo de maneira intensa,
assumo responsabilidades naquela linha do Pequeno Príncipe "és responsável
pelo que cativas".
No sétimo dia descansou...
Mesmo não gostando de jogar o jogo, isso não quer dizer que ele não é jogado,
entre avanços e recuos as coisas vão acontecendo e o envolvimento
físico/emocional acontece, por isso busco sempre evitar ao máximo o primeiro
contato.
No Jardim do Éden... Não
mais existe limite nem prazo, entro e dificilmente saio, valorizo os pequenos
passos, verifico quando das dificuldades as poupanças de bons momentos e estes
alavancam superá-las sei lá porque é assim que me acontece, talvez por excesso
de otimismo consiga sempre destacar o lado melhor, talvez seja isso mesmo
valorizar o somatório dos bons momentos e lutar para retribuir e chegar a uma
situação de equilíbrio na relação.
Do pecado original... Bom,
a questão é que os acontecimentos acabam sempre forçando decisões e para mim
decisões a favor, e nem sempre o outro encara assim também, pois a maioria das
pessoas impressiona-se mais com o negativo, parece-me que prezam muito seu
prejuízo, insistindo em ser assim, não consigo somar desvantagens, não consigo
me sentir prejudicado, seria o perfil de ir levando, evitando conflito, um
desleixo comigo mesmo?
Da redenção... Os inícios
são bons e necessários, sua consequência sim é imprevisível, se penso lá adiante
tento evitá-los, porém, isso não tem como ocorrer não se está a salvo do
outro.
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